5G: Embaixada da China no Brasil parte para a ofensiva e defende a Huawei das acusações feitas pelos EUA

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Brasília –  O Ministério das Relações Exteriores da China usou o perfil nas redes sociais da embaixada do país em Brasília para responder aos ataques feitos nesta capital por integrantes de uma missão de alto nível do governo dos Estados Unidos em relação à participação da companhia chinesa Huawei no fornecimento de tecnologia para a implantação da rede 5G no Brasil.

Ao abordar as acusações americanas de hipotéticas espionagens pela Huawei, o porta-voz da chancelaria chinesa, Zhao Lijian, afirmou que “os Estados Unidos têm realizado escutas cibernéticas e vigilância”, destacando ainda acreditar que a “razão pela qual os EUA suprimem a HW (Huawei) é que, caso outros países usem equipamentos HW, os EUA não poderão mais tocar em outras pessoas através de backdoors”, conforme consta do texto publicado pela chancelaria chinesa.

Ao comentar a afirmação feita em Brasília pelos representantes do governo americano informando que os Estados Unidos estão dispostos a financiar investimentos no setor de telecomunicações brasileiro para evitar a participação da empresa chinesa com a justificativa de proteção de dados, a chancelaria respondeu que “a Huawei disse que gostaria de assinar um acordo de ‘proibição de backdoors’ com todos os países”. Huawei disse que gostaria de assinar um acordo de ‘proibição de backdoors’ com todos os países” informa o porta-voz.

Zhao Lijian inverteu as acusações de espionagem, afirmando que os EUA “têm realizado escutas cibernéticas e vigilância”, em resposta às recentes declarações dos americanos. “Acho que a razão pela qual os EUA suprimem a HW (Huawei) é que, caso outros países usem equipamentos HW, os EUA não poderão mais tocar em outras pessoas através de backdoors”, diz ainda o texto publicado.

O porta-voz da chancelaria chinesa aproveitou a oportunidade para criticar o plano “Clean Network (“Rede Limpa”) promovido pelos EUA para limitar a participação da tecnologia da Huawei. As postagens chamam a iniciativa de “Rede Suja”, afirmando se tratar de uma rede de monopólio que “promove uma Guerra Fria nos domínios de ciência e tecnologia e discriminação contra determinados países”.

Zhao Lijian concluiu as postagens nas redes sociais afirmando que “a maioria dos países permanecerá independente, tomará suas próprias decisões, dirá não à ‘Rede Suja’ dos EUA e promoverá um ambiente de negócios justo, aberto e não discriminatório para empresas de tecnologia #5G em todo o mundo”.

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