Abimei prevê recuperação lenta do setor metalmecânico após pandemia de Covid-19

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Da Redação (*)                    

Brasília –  O setor metalmetânico pode ter sido mais atingido pelos efeitos da crise da pandemia de Covid-19 na indústria nacional, mas os investimentos não foram cancelados e sim adiados e devem ser retomados quando a atividade voltar ao nível normal. A avaliação foi feita pelo presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais (Abimei), Ennio Crispino.

Na opinião de Ennio Crispino, o nível de atividade da indústria vem caindo de forma sensível desde o mês de março, em especial no que se refere à indústria automobilística e  talvez, o setor metalmecânico tenha sido o mais atingido. O setor envolve não só as montadoras, mas também as cadeias de fornecedores e isso trouxe uma paralisação na expectativa de novos investimentos, no tocante a máquinas e equipamentos importados.

Apesar da retração na produção do setor, o dirigente da Abimei afirmou que os investimentos não foram cancelados, mas adiados e só serão retomados quando a atividade voltar a um nível próximo do normal, coisa que ele aposta que dificilmente ocorrerá antes de meados do segundo semestre..

Segundo Ennio Cristino, “o empresário brasileiro terá que se acostumar com outra realidade do câmbio”, ressaltando que essa nova realidade poderá ser benéfica para o Brasil, pois “tudo aqui está muito mais barato, pensando em dólar, como mão de obra e o chamado custo Brasil. O que está mais caro é trazer de fora matéria-prima, insumos, máquinas e equipamentos”.

Para o dirigente da Abimei, “esse é um preço que se terá que pagar quando as coisas se estabilizarem. O grande e maior benefício que nós enxergamos é que voltará a ser muito mais barato fabricar no Brasil”.

Apesar de tudo, o dirigente destacou que, a curto prazo, as notícias são ruins, mas a médio e longo prazos, a partir do segundo semestre deste ano e no decorrer de 2021, deverá haver grande procura pelo investimento em máquinas e equipamentos nacionais e importados.

 “A indústria está defasada tecnologicamente. Para voltar a fabricar no Brasil precisa se equipar”. Isso será benéfico, particularmente, para a exportação de bens manufaturados. Porque será mais barato do que em outras partes do mundo. É nisso que a gente acredita. Portanto, há uma expectativa boa para os meses à frente”, concluiu.

(*) Com informações da Agência Brasil

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