Acordo Comercial Brasil EUA – Nunca foi tão bom como agora



Última atualização: 5 de Agosto de 2019 - 08:53
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Carlo Barbieri (*)

Aproveitar o bom momento da economia americana, traz fascínio ao setor empresarial brasileiro consciente.

Com uma economia crescente, em que não só os EUA estão com o menor nível de desemprego nos últimos 50 anos e, com um aumento real de 4.5% em 2017 e 5% em 2018 no ganho dos empregados, no país, como segue nesta trajetória em 2019 com um aumento dos salários de 3,6% no primeiro semestre.

Estes dados põem por terra a visão de vários comentaristas econômicos que previam uma estagnação e aumento inflacionário  no país em 2019.

A inflação está tão controlada que, mesmo com uma visão política de aumentar os juros, o FED, teve que se curvar à realidade e, ao invés de aumentar, baixar os juros do país.

Esse crescimento vem sedimentado em vários fatores não considerados pela mídia contra o governo, como a desregulamentação, a mudança de impostos (a maior diminuição da sua história) e o apoio às pequenas e médias empresas.

O crescimento nos empregos, que em julho bateu um novo recorde, atingindo 157.288.000 pessoas empregadas, com 283.000 novos empregos, mostra a sustentabilidade do crescimento econômico.

Outros fatores dão estímulos a esse acordo.

Com a “guerra” comercial com a China ganhando ainda mais folego, abrem-se novas e fantásticas oportunidades para todos o setor manufatureiro brasileiro para ocupar um maior pedaço do mercado americano com seus produtos, trazendo um melhor aproveitamento da capacidade ociosa da indústria brasileira.

E em particular a indústria farmacêutica nacional tem agora a oportunidade de exportar medicamentos para os EUA, com a nova desregulamentação do presidente Trump autorizando a importação direta de remédios, inclusive aqueles com  a exigência da prescrição

Com o uso adequando da regra 321, as exportações aos EUA, até US$ 800,00 são totalmente isentas de impostos e burocracias em sendo feitas pelos Correios.

Com as boas relações entre os presidentes dos dois países e, esta situação ímpar da economia americana, além das limitações impostas ao maior parceiro comercial dos EUA, a China, é a hora certa de aproveitar o momento para fechar, de vez, esse desejado e pleno de benefícios acordo bilateral de comércio.

Carlo Barbieri é formado em Economia e em Direito, com cursos de extensão e especialização na Sorbonne, Harvard, MIT, FGV, Universidade de Brasília, entre outras, é CEO do Grupo Oxford (composto por empresas internacionais de consultoria e trading), Presidente do Brazil Club, membro do conselho da Deerfield Chamber of Commerce, Embaixador da Barry University no Brasil, membro do Conselho de Cidadãos, órgão de aconselhamento ao Consulado Geral do Brasil em Miami.

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