Acordos comerciais com a Índia configuram aproximação brasileira com outros países emergentes

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Curitiba – Com quase 1,4 bilhão de habitantes, a Índia, segundo país mais populoso do mundo, está de olho no etanol brasileiro. O objetivo é aumentar a quantidade do etanol misturado à gasolina e, para isso, o governo indiano quer aproveitar o conhecimento brasileiro para implementar a mudança. No entanto, além do combustível, o país asiático pode vir a representar um importante mercado para o Brasil.

O empresário Kleber Fontes, diretor do Grupo Casco, comenta que o primeiro sinal dessa aproximação comercial foi a recente viagem presidencial para a Índia, que teve também objetivos diplomáticos. Na viagem, o presidente Jair Bolsonaro e o governo da Índia assinaram 15 acordos bilaterais.

Fontes afirma que essas resoluções devem contribuir principalmente para a área de energia e alimentos, além da oportunidade de exploração de óleo e gás para empresas privadas. “A economia da Índia está ganhando força e o Brasil é um potencial fornecedor de commodities agrícolas e produtos de origem mineral”, salienta.

Segundo ele, os acordos assinados em janeiro tratam de questões mais objetivas e apontam um caminho para uma maior abertura comercial. Fontes lembra que o Brasil já assinou acordos semelhantes com outros países emergentes, como o México, Angola, Moçambique e países sul-americanos nos últimos anos.

Atualmente, a relação comercial com o país asiático é pouco representativa para a economia brasileira. De acordo com dados do Ministério da Economia, o Brasil exportou cerca de US$2,76 bilhões para o território indiano em 2019. O fluxo comercial, ao todo, foi de cerca de R$ 7 bilhões, o que é considerado um valor pouco expressivo para o governo brasileiro, se comparado a outros países. “É esse cenário que se pretende mudar”, comenta.

Fontes explica que, mesmo que, aparentemente, não sejam acordos com grande impacto econômico, podem ser oportunidades para os empresários explorarem outras alternativas de mercado. “Essa aproximação abre outras possibilidades para os importadores e exportadores brasileiros para explorar novos segmentos e firmar novas parcerias”, aponta o especialista.

(*) Com informações do Grupo Casco

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