AEB não vê risco de queda nas exportações de soja para a China com aumento das compras chinesas dos EUA

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Da Redação

Brasília –  O fato de a China ter aumentado substancialmente a importação de soja em grãos dos Estados Unidos não afeta as vendas externas brasileiras da oleoginosa para o mercado chinês e em 2021, os exportadores brasileiros não apenas devem alcançar a expressiva marca de 85 milhões de toneladas embarcadas como, até mesmo, superar esse volume.

Esta é a opinião do presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, para quem toda a soja produzida no Brasil na atual safra já foi comercializada e a China continua sendo, com ampla margem, o principal destino da commodity brasileira.

José Augusto de Castro, presidente da AEB – Foto: Divulgação

Ao analisar rumores de que no mês de março a China ampliou as compras da soja americana e que esse movimento poderia ser o resultado de uma eventual decisão de reduzir as importações do produto brasileiro, o presidente da AEB afirmou que “a produção brasileira já foi colhida, já está toda vendida e falta apenas embarcar parte do volume negociado previamente. Comprar dos Estados Unidos não significa nada, porque toda a soja brasileira já foi negociada. Nas três primeiras semanas deste mês de abril foram embarcadas 10 milhões de toneladas, com a perspectiva de se chegar a 14 ou 15 milhões de toneladas de soja embarcadas. Com isso, ao final do mês será possível confirmar que teremos alcançado um dos maiores volumes de exportação de soja de toda a história”.

Segundo José Augusto de Castro, nos meses de janeiro e fevereiro, o Brasil deixou de embarcar volumes expressivos da oleoginosa porque houve atraso do plantio e, consequentemente, da colheita, algo pontual. Para o presidente da AEB, “basta falar que o Brasil tem soja para vender e todo o mundo virá comprar do Brasil, porque o mundo está demandando pela soja. Quedas isoladas nas exportações não têm nada a ver com o acordo Estados Unidos-China, ou com algum acordo isolado com o Brasil. É simplesmente uma questão de contrato”.

Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) revelam que no primeiro trimestre do ano, o complexo soja foi o principal setor do agronegócio brasileiro, em valor exportado. No período, as vendas externas do setor totalizaram US$ 8,09 bilhões e 19,71 milhões de toneladas comercializadas. O principal produto exportado pelo segmento foi a soja em grãos, com exportações no total de US$ 6,42 bilhões e expansão de 8,1% em comparação aos US$ 5,94 bilhões negociados nos três primeiros meses de 2020.

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