Agenda Internacional da Indústria apresenta 111 propostas para a recuperação do comércio exterior

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Brasília –  A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança nesta terça-feira (30) a Agenda Internacional da Indústria de 2021 em evento com representantes do Poder Executivo e do Congresso Nacional. O documento reúne 111 ações distribuídas em quatro eixos de atuação: política comercial; serviços de apoio à internacionalização; ações em mercados estratégicos; e cooperação internacional.

O lançamento será por meio de um evento virtual, que contará, entre outros, com a participação da diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messemberg; dos deputados federais Evair Vieira de Melo e Marcos Pereira, respectivamente, presidente e vice-presidente da Frente Parlamentar Mista do Comércio Internacional e do Investimento (FrenCOMEX); e do embaixador Sarquis J. B. Sarquis, secretário de assuntos econômicos e comerciais do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Participam também Roberto Fendt, secretário de comércio exterior e assuntos internacionais do MRF; e Sérgio Segovia, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Em sua sexta edição, a Agenda Internacional da Indústria é um esforço da CNI para apoiar o setor empresarial e o governo federal na tomada de decisões que contribuam para alavancar o comércio internacional. Do conjunto de ações, a CNI listou também 10 consideradas prioritárias em função de seu impacto econômico para o comércio exterior brasileiro (veja abaixo).

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirma que, sobretudo diante da crise desencadeada pela pandemia de Covid-19, é preciso avançar tanto na agenda de reformas estruturais, especialmente a tributária, como na agenda internacional.

Ele ressalta que o comércio exterior é ferramenta fundamental para a aceleração do crescimento econômico e para o aumento da produtividade e da competitividade da indústria brasileira.

“A implementação de uma agenda de competitividade sistêmica da indústria deve ser combinada com mudanças na política comercial que ampliem demanda externa por bens e serviços brasileiros, priorize parceiros estratégicos e impulsione a internacionalização das empresas”, afirma Robson Andrade.

Acordo Mercosul-União Europeia é uma das prioridades

De acordo com a CNI, o Brasil vem passando por um dos piores momentos históricos em seu comércio de produtos industrializados com o mundo. A participação dos bens industriais na pauta exportadora do país atingiu o pior nível em 44 anos no ano de 2020. Na última década, teve uma média de participação de 51% contra 67% da década anterior e cerca de US$ 38 bilhões a menos em exportações desses bens.

“Esse fato é particularmente preocupante, pois apenas uma indústria mais integrada ao mundo contribuirá para um aumento na produção, na inovação e na criação de melhores empregos”, afirma do presidente da CNI.

Ele destaca que dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) compilados pela CNI mostram que cada R$ 1 bilhão em exportação da indústria por ano contribui para a sustentação de 36.004 empregos e tem um impacto de R$ 4,4 bilhões sobre a economia brasileira (direto, indireto e sobre a renda).

Robson Andrade avalia que, para superar esse momento, é preciso que as autoridades brasileiras tenham uma compreensão mais precisa da importância do setor industrial para o desenvolvimento dos países, sobretudo de países em desenvolvimento, como o Brasil.

“Os poderes Executivo e Legislativo devem trabalhar em prol das pautas prioritárias para a retomada do comércio e das exportações na indústria, tanto em integração internacional quanto em competitividade do comércio”, afirma.

Dez prioridades da Agenda Internacional da Indústria

(*) Com informações da CNI

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