Apesar da epidemia do coronavírus, balança comercial tem superávit de US$ 3,096 bilhões em fevereiro



Última atualização: 2 de Março de 2020 - 16:57
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Da Redação (*)

Brasília – Apesar da crise gerada pela epidemia do coronavirus que atinge a economia da China, principal parceiro comercial do Brasil, desde o final do mês de janeiro, a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 3,096 bilhões em fevereiro deste ano. O valor é 10,4% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado. Apesar do saldo positivo alcançado em fevereiro, no acumulado do ano o superávit da  balança comercial é quase 70% inferior àquele obtido no mesmo período de 2019, devido ao fraco desempenho apurado no mês de janeiro.

Os dados da balança comercial de fevereiro foram divulgados hoje (2) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia e segundo o órgão as exportações brasileiras cresceram 15,5% em fevereiro, chegando a US$ 16,355 bilhões. A alta foi puxada, sobretudo, pelas maiores vendas de óleos brutos de petróleo, minérios de cobre, óleos combustíveis, ferro, algodão e carne. Por outro lado, caíram as exportações de milho, celulose, veículos, motores e máquinas não elétricas, entre outros produtos

Por outro lado, as importações aumentaram ainda mais – 16,7% -, puxadas, sobretudo, pela demanda por bens de capital e bens intermediários. Mas somaram US$ 13,259 bilhões no mês. Por isso, o saldo na balança comercial foi positivo em fevereiro, ao contrário do que aconteceu em janeiro, segundo a Secex.

Em janeiro, a balança comercial registrou o primeiro déficit para esse mês desde 2015. No período, as importações superaram as exportações em US$ 1,745 bilhão porque a venda de produtos brasileiros para o exterior caiu mais de 20% no primeiro mês do ano.

De acordo com a Secex, em janeiro, a queda das exportações foi provocada pela redução nas cotações internacionais e nas exportações de petróleo, que começaram a se recuperar em fevereiro. Mas também pela baixa demanda chinesa por celulose e milho – fator que reflete a desaceleração provocada pelo coronavírus na economia chinesa e ainda pesou no resultado da balança comercial de fevereiro.

No primeiro bimestre deste ano, o Brasil acumula US$ 30,795 bilhões em exportações e US$ 29,434 bilhões em importações. O saldo é, portanto, de um superávit de US$ 1,361 bilhão – resultado que é 69,8% menor que o superávit registrado entre janeiro e fevereiro de 2019: US$ 4,730 bilhões segundo informações da Secex.

(*) Com informações da Secex/Ministério da Economia

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