Apex-Brasil identifica 15 mercados internacionais com elevado potencial para exportações de bens e serviços

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Brasília – As empresas brasileiras interessadas em ampliar os seus negócios para o mercado internacional agora têm mais algumas ferramentas para detectar onde há demanda e elementos facilitadores para cada segmento.  A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceria com entidades setoriais e a Euromonitor International, serviço de consultoria que oferece inteligência estratégica customizada, realizou 15 estudos de oportunidades de mercado – 13 sobre setores de exportação de bens e dois de serviços.

Os dados concentram-se em mercados com alto potencial para as exportações brasileiras, mas que atualmente ainda representam pequenas fatias. Por exemplo, os levantamentos com foco em exportação de bens abrangem mercados que somaram cerca de US$ 21,6 bilhões em importações em 2020. E, desse montante, os produtos brasileiros representam cerca de US$ 325,6 milhões, ou seja, apenas 1,5%.

Entre os locais identificados, três são sul-americanos (Chile, Colômbia e Paraguai); três norte-americanos (Estados Unidos, Canadá e México); dois europeus (Alemanha e Reino Unido); dois no Oriente Médio (Emirados Árabes Unidos e Turquia); mais dois asiáticos (China e Japão), além da Austrália, na Oceania.

O agronegócio se destaca entre os segmentos estratégicos identificados: seis dos 15 estudos estão ligados à cadeia agropecuária. A Austrália, por exemplo, foi apontada como mercado promissor para empresas brasileiras do ramo de máquinas e equipamentos agrícolas.  Já a China é mercado promissor para o Brasil exportar melões, fruta predileta dos chineses. O consumo total de frutas tropicais na China alcançou 113 milhões de toneladas em 2020 e deve crescer 16,8% em 2021. Na Alemanha, o crescente interesse por alimentos, além de bebidas saudáveis e funcionais abre oportunidades em concentrados proteicos, farinhas de frutas, hortaliças, polpas de frutas e vegetais brasileiros.

O estudo da Apex-Brasil revelou que a exportação de castanha de caju via Emirados Árabes pode ser uma porta de entrada para os países vizinhos, e orienta exportadores brasileiros do produto a mirar o Ramadã, em abril de 2022, mês considerado sagrado para a cultura islâmica, quando o consumo de oleaginosas dispara.

Na Turquia, há oportunidades para pequenas e médias empresas que produzem feijão e pulses, sementes secas de leguminosas utilizadas na alimentação, tais como ervilhas, grão-de-bico, lentilhas, favas, vagens, e sementes de gergelim.  A despeito de ser um produtor importante de gergelim e feijão, o país ainda depende de importações para abastecer o mercado interno. A Turquia importou mais de US$ 850 milhões em pulses em 2020, contra US$683 milhões em 2017, um crescimento de cerca de 24%. O produto mais importado em 2020 foi a lentilha, representando cerca de 40% do total de importações turcas de pulses e gergelim no ano.

Setores de manufaturados também podem beneficiar-se do crescimento global do agronegócio. Isso porque as indústrias de carne e de serviços de alimentação dependem do transporte e do armazenamento de alimentos congelados. No Paraguai, por exemplo, cuja economia baseia-se fortemente na produção agrícola para exportação, existe oportunidade para produtos brasileiros de refrigeração industrial e comercial.

(*) Com informações da Apex-Brasil

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