ApexBrasil e Câmara Árabe lançam Projeto Halal em Brasília em apoio a 500 pequenas empresas interessadas em exportar para o Oriente Médio

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São Paulo – Aumentar a presença de alimentos e bebidas do Brasil no mercado muçulmano, principalmente daqueles com maior valor agregado. Esse é o objetivo do convênio lançado nesta segunda-feira (5) entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, chamado Projeto Halal do Brasil, na sede da ApexBrasil em Brasília.

O projeto terá duração inicial de três anos e receberá um investimento de mais de R$ 15 milhões, e pretende internacionalizar 500 empresas de pequeno e médio porte.

O presidente da ApexBrasil, embaixador Augusto Pestana, e o embaixador Osmar Chohfi, presidente da Câmara Árabe, assinaram o convênio na ocasião.

Chohfi: fortalecer o produto brasileiro no mercado islâmico. Divulgação ANBA

Pestana afirmou que o grande êxito da ApexBrasil são as parcerias, mencionando que hoje há cerca de 55 convênios vigentes de projetos setoriais nos segmentos da indústria, agronegócio e serviços. Ele disse ainda que a agência tem um olhar especial para o micro e pequeno empresário.

“Esta parceria vai ajudar na diversificação de parceiros comerciais e de destinos de exportações, sendo mais uma ferramenta para ampliar mercados e contribuindo para a agregação de valor aos nossos produtos. É um desses projetos que nos deixa orgulhosos”, disse Pestana.

Para a Câmara Árabe, esta é uma parceria estratégica e faz parte do planejamento de cinco anos da entidade, de estabelecer uma relação produtiva e mutuamente benéfica entre o setor público e privado, informou o embaixador Chohfi.

Segundo ele, o projeto Halal do Brasil tem como intuito fortalecer o produto brasileiro no mercado islâmico, que compreende 57 países de maioria muçulmana e as comunidades de muçulmanos em diversas regiões do mundo. Também pretende aumentar e diversificar as pautas de exportação brasileiras nesses mercados, já que o bloco islâmico consome US$ 1,3 bilhão em alimentos e bebidas anualmente.

“Nosso objetivo é aperfeiçoar e capacitar cada vez mais o setor produtivo brasileiro para que tenha acesso a esse mercado, que tende a crescer. Sabemos que o produto brasileiro tem imagem positiva e de qualidade no mercado árabe. Temos potencial para ainda mais”, disse Chohfi.

A diretora de Marketing e Conteúdo da Câmara Árabe, Silvana Gomes, informou que as frentes de atuação do projeto são de capacitação e promoção comercial, incluindo participação em missões e feiras de alimentos e bebidas em mercados muçulmanos árabes e não árabes, como Malásia, Arábia Saudita, Alemanha, França, África do Sul, Emirados Árabes Unidos e Egito, para promover a imagem brasileira como fornecedor halal.

Gomes afirmou que o Brasil já tem a expertise na proteína halal, e que agora, o desafio é levar a esses mercados outros produtos, como açaí e arroz.

O secretário-geral da Câmara Árabe, Tamer Mansour, contou que em 2001 foi pela primeira vez para a Malásia para conhecer o mercado halal do país. Ele afirmou que as entidades halal do Brasil vão dialogar e ensinar as empresas do projeto. “O objetivo do projeto é envolver o Brasil, aumentar o valor agregado, aumentar a fatia dos produtos do Brasil nas prateleiras dos mercados islâmicos”, disse Mansour.

O projeto Halal do Brasil vem sendo discutido há um ano entre as partes, contou Paula Soares, gerente de Agronegócio da ApexBrasil. Ela disse que a ideia surgiu em fevereiro de 2020, durante a feira de alimentos Gulfood, em Dubai. “O empresariado brasileiro tinha interesse na certificação halal, mas ainda era um gargalo, uma incógnita para muitas empresas”, disse Soares.

“O projeto vai não só capacitar, mas também apoiar a empresa a tirar essa certificação halal, com apoio da Apex e da Câmara Árabe”, disse a gerente.

Após a assinatura do convênio, houve a primeira reunião do comitê gestor, com a participação de representantes de associações do setor.

(*) Com informações da ANBA

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