Após 34 meses operando no vermelho, Porto do Recife volta a gerar lucro operacional em novembro

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Recife – No período entre 2011 e novembro de 2013, as planilhas da Porto do Recife S.A só apareceram no azul em dois meses. Em janeiro de 2011 e agora no mês de novembro. Os números consolidados hoje mostraram que após um jejum de 34 meses a empresa apresentou um lucro de R$ 254.464,28. “

Os bons resultados são conseqüências de uma grande redução de despesas e aumento da receita, principalmente, das áreas arrendadas, atração de novos negócios e grande movimentação de barrilha, clínquer, contêiner e carga de projetos”, enfatiza o presidente do Porto do Recife, Rogério Leão.

No balanço anual de 2012 o Porto apresentava um déficit na casa dos 10 milhões de reais, até novembro de 2013 esse número caiu para R$ 5.173.722,38, o que representa uma redução de 51,46%.

O porto

Em 12 de setembro de 1918, o antigo ancoradouro do Recife começou suas primeiras operações comerciais, 95 anos depois continua movimentando cargas nacionais e internacionais e celebra a data comemorando um crescimento expressivo nas movimentações.

A cidade do Recife nasceu junto com o Porto. Em meados do século XVI, quando os colonizadores portugueses ainda descobriam o Brasil, o navegador Pero Lopes de Souza já registrava, em seu Diário de Viagem, um ancoradouro denominado de ‘Arrecife dos Navios’. O lugar se desenvolveu e tornou-se ponto principal de importação, produção e exportação de açúcar, como também de abastecimento das principais mercadorias.

A empresa opera uma grande variedade de cargas. São movimentados produtos como cargas de projeto, açúcar, fertilizantes, cevada, trigo, milho, máquina, veículos, entre outros.

Infraestrutura

O Porto do Recife possui cerca de 2 km de cais disponível para operação, 10 berços de atracação, com profundidades entre -7m e -11,4m, 06 pátios, 2 silos e 03 armazéns e 01 terminal açucareiro.

A infraestrutura para a atracação de navios maiores recolocou o Porto do Recife na rota de carga e descarga de grandes rotas internacionais. Essa condição levou o Porto a ampliar sua área alfandegada de 20 mil metros quadrados, para 115 mil metros quadrados tornando-se o porto público do Nordeste com maior área alfandegada.

A expansão na área portuária do Recife, das atividades de diferentes operadores portuários comprova que os investimentos no Porto têm relação com o momento econômico do Estado e a grande atividade em Suape, porto parceiro. O Porto também é o principal apoio para a atividade de Packaging da GE Oil & Gás, da instalação dos projetos industriais da fábrica da Fiat, em Goiana, da Hemobrás e a indústria de vidro CBVP, tanto na carga de projeto, como na matéria prima, a barrilha.

Complementar ao Complexo Industrial de Suape, o porto mais tradicional de Pernambuco integra importantes rotas de longo curso, de contêineres e conquistou empreendimentos voltados ao mercado nacional.

Os novos contratos, a reativação de tradicionais negócios e a chegada de mais investimentos em novas instalações são os resultados das ações realizadas ao longo dos últimos anos. Destaque para a conclusão do Terminal Marítimo de Passageiros de Pernambuco e do Centro de Artesanato, as obras do Cais do Sertão – Museu Luiz Gonzaga e a revitalização da área portuária com os projetos do Porto Novo e Porto Novo Recife.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Porto de Recife

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