Aumento de “blank sailings” pode ofuscar melhora no transporte mundial de contêineres, aponta project44

0

São Paulo – O mercado de contêineres segue vivenciando um recuo da demanda, estimulado em grande parte pelos estoques elevados dos varejistas. O cenário indica uma mudança de estratégia na cadeia de suprimentos: do “just in time”, reativo, para o “just in case”, em que o acúmulo de itens oferece uma salvaguarda para eventuais perturbações no fornecimento.

Reflexo disso é a dissipação de congestionamentos em diversos portos. Contudo, as blank sailings (omissões) são cada vez mais frequentes, e a tendência é que se acentuem até o final do ano, uma vez que as transportadoras procuram regular oferta e demanda como forma de interromper o declínio acentuado nos preços dos fretes.

O transporte marítimo segue desafiador mesmo com o aliviamento de alguns gargalos. E o novo cenário é detalhado na edição de novembro do relatório “Situação do mercado global de transporte de contêineres”, elaborado pela project44 — provedora da Movement, plataforma líder em visibilidade em tempo real da cadeia de suprimentos.

Além do avanço das blank sailings, o documento destaca:

  • O congestionamento portuário na Costa Leste dos EUA está caindo, mas ainda é alto comparado ao mesmo período de 2021.
  • Portos canadenses vêm sendo particularmente atingidos por congestionamentos.
  • Atritos geopolíticos e interrupções devido ao combate à COVID-19 na China têm encorajado expedidores a diversificar os centros de produção e a trazer cargas do Sudeste Asiático.
  • Destaque Brasil: Aumentam os atrasos nas remessas para EUA e China.

“Estamos assistindo à normalização da cadeia de suprimentos global. Apesar de alguns bolsões remanescentes de congestionamento, aumento dos tempos de espera e atrasos, é evidente que as transportadoras agora estão embaralhando as cartas à medida que o mercado volta a ser vantajoso para os expedidores”, comenta Josh Brazil, vice-presidente de Supply Chain Insights da project44.

Acesse a íntegra do relatório, com gráficos e comentários adicionais, neste link.

(*) Com informações da project44

Comentários

Comentários

Deixe uma resposta