Balança comercial da Argentina apresenta queda no saldo em março e forte redução do superávit

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Buenos Aires – A balança comercial da Argentina apresentou um saldo de US$ 510 milhões no mês de março, com uma  redução de 49% em comparação com o mesmo período de 2012, segundo  dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estadísticas de Censos (Indec). A Argentina registra uma queda acentuada em seu superávit comercial, de -47,8%, devido principalmente ao aumento de importação de produtos do setor energético. A persistente deterioração da balança comercial poderia incitar o recrudescimento de travas comerciais

As exportações argentinas do mês de março de 2013 (US$ 5.968 milhões) apresentaram aumento de 4% em relação ao mês anterior, mas queda de -4% em relação a março de 2012. As importações argentinas, por sua vez, aumentaram 4,4% em relação ao mês anterior e 5% na comparação com março de 2012.

Os dados do Indec revelam ter havido interrupção da tendência de redução do fluxo de comércio exterior do país, ainda que com incremento pouco significativo do total comercializado. Em relação ao mês anterior, o total do comércio exterior argentino no mês de março cresceu 4%. Em relação a março de 2012, o crescimento do comércio exterior foi de apenas 0,2%.

Os setores que mais contribuíram para o decréscimo das exportações em março de 2013 foram (i) combustíveis e energia (-18%) e (ii) manufaturas de origem agropecuária (-14%). O setor de produtos primários foi o único que apresentou crescimento em relação a março de 2012. No relatório analítico divulgado pelo INDEC, o Instituto destaca o aumento das exportações de material de transporte para o Brasil.

Quanto às importações argentinas, manteve-se forte incremento percentual nas compras de combustíveis e lubrificantes (65%) e aumento de 23% nas compras de bens de consumo. A importação argentina de automóveis apresentou queda pronunciada de -13%, afetando principalmente as exportações brasileiras de veículos.

O setor de energia tem representado importante desafio na balança comercial argentina. No primeiro trimestre de 2012, o saldo das importações argentinas de combustíveis/lubrificantes e das exportações de combustíveis/energia foi de US$ 436 milhões. No mesmo período de 2013, o setor energético apresentou déficit de -US$ 808 milhões para o comércio exterior argentino.

Nos dados divulgados sobre o comércio exterior argentino com outros parceiros comerciais, tomando-se como referência março de 2013 em relação a março de 2012, observa-se queda de -20% nas exportações destinadas à União Europeia, sobretudo de manufaturas de origem industrial, e de -10% nas destinadas ao Chile.

De modo geral, as exportações para países asiáticos apresentaram recuperação. No caso da China, o aumento de 66% nas exportações argentinas deu-se basicamente em função dos maiores envios de petróleo cru. No que diz respeito às importações, destaca-se a queda de -6% nas compras provenientes de países do Mercosul. Os importações de produtos dos demais países/blocos apresentaram crescimento – Aladi (exceto Mercosul): 65%; China: 19%, Asean: 15% e União Européia: 12%.

Na comparação entre o primeiro trimestre de 2013 e de 2012, nota-se importante deterioração do déficit bilateral com a China, com a União Europeia e Aladi (exceto Mercosul). Em relação à China, o déficit argentino aumentou 44%. No que concerne ao bloco europeu, o déficit trimestral de US$ 5 milhões em 2012 passou a ser de US$ 889 milhões em 2013. O superávit com a Aladi teve redução de -61,6%.

O maior ganho de saldo comercial para a Argentina deu-se no comércio com o Brasil. Enquanto que, no primeiro trimestre de 2012, a Argentina acumulou déficit de US$ 661 milhões, no mesmo período em 2013, a balança comercial bilateral resultou em superávit para a Argentina no valor de US$ 200 milhões.

O Brasil permaneceu como principal destino das exportações da Argentina seguido pelo Chile, e também principal origem de suas importações seguido pela China. Conforme os dados do Indec, o superávit para a Argentina no comércio bilateral com o Brasil em março de 2013 foi de US$ 168 milhões, comparado a um déficit de US$ 195 milhões em março de 2012.

As exportações destinadas ao Brasil aumentaram 21%, enquanto que as exportações argentinas para os demais parceiros comerciais caiu -10,1%. As importações originárias do Brasil, por sua vez, retrocederam -7%, enquanto que as compras oriundas dos demais países aumentaram 9,4%.

 O relatório do Indec sobre o comercio exterior argentino pode ser consultado no seguinte endereço eletrônico: http://www.indec.mecon.ar/nuevaweb/cuadros/19/ica_04_13.pdf

Fonte: BrasilGlobalNet

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