Balança comercial do setor de elétrico e eletrônicos acumula deficit de US$ 17,48 bilhões até agosto

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Brasília –  A balança comercial de produtos do eetor Elétrico e eletrônico acumulou até o mês de agosto um déficit de US$ 17,48 bilhões, consequência da redução de 3,5% nas exportações e da queda de 2,1% nas importações, comparativamente com os oito primeiros meses do ano passado. Este ano, as exportações do setor totalizaram US$ 3,75 bilhões, enquanto as importações superaram a cifra de US$ 21,215 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

De acordo com a Associação,  de janeiro a agosto foram registradas redução nas exportações de equipamentos industriais (14,5%), de bens de informática (12,2%) e de utilidades domésticas (8,2%). Por outro lado, telecomunicações foi a área que apontou a maior taxa de incremento das vendas externas, com uma forte alta de 43,2%.

Para esse resultado foi importante a elevação dos embarques de comutação privada, que passou de US$ 2 milhões para US$ 41 milhões entre janeiro e agosto. Cresceram também as exportações de automação industrial (22,3) e de material elétrico de instalação (11,0%).

Na outra ponta do comércio exterior do setor, as importações de produtos elétricos e eletrônico somaram US$ 21,2 bilhões, no acumulado janeiro/agosto, resultado 2,1% inferior aos US$ 21,7 bilhões importados em igual período de 2018.

As importações de componentes elétricos e eletrônicos somaram US$  12,1 bilhões, representando 57% do total importado pelo setor, 6,0% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, da ordem de US$ 12,9 bilhões. Essa queda foi influenciada principalmente pelas reduções nas compras externas de semicondutores (8,0), de componentes para informática  (10%) e de eletrônica embarcada (22%).

Os produtos mais importados do setor foram os componentes para telecomunicações, que somaram US$ 3,28 bilhões, queda de 1% em relação ao mesmo período do ano passado. As maiores taxas de retração foram de utilidades domésticas (10,7%) e de material elétrico de instalação (9,9%), que sofreram influência das quedas nas importações de auto rádios (56%) e lâmpadas (19%), respectivamente.

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