Balança comercial do setor de máquinas e equipamentos tem déficit de US$ 3,3 bilhões no 1º. trimestre

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Brasília – As exportações brasileiras de máquinas e cresceram 36,6% no primeiro trimestre do ano, comparativamente com o mesmo período de 2021. No mês de março, as vendas externas do setor registraram um crescimento de 45,3¨% ante aquelas computadas nos três primeiros meses do ano passado.

A receita total das exportações do setor foi de US$ 1.011 bilhão no mês de março  e US$ 2.606,32 no trimestre.  No período, as importações do setor somaram US$ 5,937 bilhões e a corrente de comércio (exportações e importações) fechou o semestre com um déficit de US$ 3,3311 bilhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28) em São Paulo, pela Associação da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

De acordo com a Associação, “as exportações que iniciaram forte recuperação a partir no segundo trimestre de 2021, mantiveram esta tendência em 2022”,

No tocante às importações de máquinas e equipamentos, houve crescimento no mês de março (9,1%) na comparação com o mês de fevereiro e na comparação interanual (8,8%). No ano, o crescimento acumulado chegou a 15,9%. Março teve total de US$ 2.136,60 milhões em importações e, no trimestre, totalizou US$ 5.937,48.

A Abimaq informou ainda que a receita líquida do setor no país registrou queda de 6,8% em março de 2022, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O total de receita mensal ficou em R$ 25,1 bilhões.

No primeiro trimestre de 2022, o setor também acumulou queda de 5,3% na receita, após crescimento de 21,6% no balanço de todo o ano passado – janeiro a dezembro. A receita trimestral ficou em R$ 67,4 bilhões.

Apesar dos resultados negativos em relação ao ano anterior, o setor teve crescimento de 14,3% na receita líquida em relação ao mês de fevereiro, o segundo crescimento consecutivo após série de quedas iniciada em setembro de 2021.

“Os números observados no primeiro trimestre do ano indicam que a desaceleração da atividade industrial, iniciada no último trimestre de 2021, principalmente nos setores ligados ao consumo das famílias, continuam impactando negativamente os investimentos produtivos de alguns segmentos”, diz nota da entidade.

(*)  Com informações da Agência Brasil

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