Balança comercial do setor elétrico e eletrônico acumula déficit de US$ 20,34 bilhões até outubro

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Da Redação (*)

Brasília – A balança comercial do setor elétrico e eletrônico acumula de janeiro a outubro um déficit de US$ 20,34 bilhões, resultado de exportações no total de US$ 3,66 bilhões e importações no montante de US$ 24,0 bilhões, segundo balanço divulgado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Nos dez primeiros meses do ano, as exportações de produtos elétricos eletrônicos registraram uma queda de 23,3% ante US$ 4,77 bilhões embarcados para o exterior em igual período do ano passado. Com exceção de GTD (+21,8%), as demais áreas apontaram queda nas exportações. A elevação das exportações de itens de GTD contou com o incremento de 162% nas vendas externas de grupos eletrogêneos, que somaram US$ 259 milhões.

Ressalta-se que os grupos eletrogêneos (+162%) e os componentes para telecomunicações (+10%) foram os únicos a apresentarem elevação nas vendas externas entre os dez produtos mais exportados do setor.

As exportações de Componentes Elétricos e Eletrônicos atingiram US$ 1,6 bilhão, 23,7% inferiores às realizadas no igual período de 2019 (US$ 2,1 bilhões). Esse desempenho sofreu influência da queda de 31% nas vendas externas de eletrônica embarcada, que atingiram US$ 323 milhões no período citado. Ainda no que se refere aos Componentes, destacaram-se os componentes para equipamentos industriais, que foram os principais produtos exportados do setor, somando US$ 462 milhões, 24% abaixo do total verificado em janeiro-outubro de 2019 (US$ 610 milhões). As maiores taxas de retração foram das áreas de Automação Industrial (-52,4%), de Material Elétrico de Instalação (-44,9%) e Informática (-42,9%).

Nesses casos, destacaram-se as quedas nas exportações de instrumentos de medida (-53%), de disjuntores (-49%) e de máquina para processamento de dados (-75%), respectivamente. Também foram observadas retrações nas vendas externas de Equipamentos Industriais (-22,8%), bens de Telecomunicações (-18,2%) e de Utilidades Domésticas (-11,0%).

No primeiro caso, notou-se redução nas vendas externas de motores e geradores (-23%).

Na área de Telecomunicações, o resultado das exportações foi influenciado, principalmente, pelas quedas nas exportações de aparelhos de radiocomunicação (-61%) e de telefones celulares (-50%).

Em Utilidades Domésticas, destacaram-se, principalmente, os recuos nas exportações de auto-rádios (-47%), de freezers (-44%) e de refrigeradores (-26%).

Importações

No período acumulado de janeiro a outubro deste ano, as importações de produtos elétricos e eletrônicos atingiram US$ 24,0 bilhões, resultado 11,4% inferior ao atingido no igual período de 2019 (US$ 27,1 bilhões).

As importações de Componentes Elétricos e Eletrônicos totalizaram US$ 13 bilhões, 14,9% abaixo das verificadas em janeiro-outubro de 2019. Esse resultado representou 54% do total importado do setor. Ainda no que se refere aos Componentes, destacaram-se os três produtos mais importados do setor: componentes para telecomunicações (-13%); semicondutores (-12%) e componentes para informática (-9%), que, juntos, somaram US$ 8,3 bilhões.

Foram observadas quedas nas importações de Utilidades Domésticas (-18,6%), Material Elétrico de Instalação (-16,7%) e Automação Industrial (-12,0%). Esses resultados sofreram influência das quedas nas compras externas de panelas eletrotérmicas (-33%), de lâmpadas (inclusive LED) (-26%) e instrumentos de medida (-14%), respectivamente. Caíram também as compras externas de Equipamentos Industriais (-8,4%) influenciadas pela retração de 19% nas importações de motores e geradores.

Apesar do crescimento de 15% em módulos fotovoltaicos, as importações de itens de GTD recuaram 1,8% no acumulado de janeiro-outubro. Destacaram-se quedas de transformadores (-54%) e grupos eletrogêneos (-6%).

As importações de bens de Informática ficaram praticamente estáveis (+0,1%). Neste caso, foram observados comportamentos distintos entre os produtos dessa área. Por um lado, notaram-se aumentos nas compras externas de monitores (+15%) e de máquinas de processamento de dados (+11%), e por outro lado, retrações de impressoras (-27%) e de unidades de memória (-15%).

Em Telecomunicações, o incremento de 3,0% nas importações foi influenciado pela expansão de 23% nas compras externas de telefones celulares (US$ 403 milhões).

Déficit comercial

O déficit da balança comercial dos produtos elétricos e eletrônicos somou US$ 20,4 bilhões no acumulado de janeiro a outubro de 2020, 8,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (US$ 22,4 bilhões). Essa queda foi influenciada pela retração de 11,4% nas importações.

As exportações também caíram (-23,3%), não contribuindo, portanto, com a redução do saldo negativo da balança de produtos do setor.

Os dados detalhados da Balança Comercial de Produtos do Setor Elétrico e Eletrônico para associadas encontram-se no site da Abinee em Acesso Reservado e as séries históricas estão disponíveis em Economia e Estatísticas – Base de Dados Econômicos.

(*) Com informações da Abinee

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