Balança comercial tem pior resultado de outubro desde 2000 e fecha com deficit de US$ 224 milhões

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 Da Redação

Brasília – Desde o ano 2000 a  balança comercial brasileira não registrava um mês de Outubro tão negativo como o deste ano, que fechou com um deficit de US$ 224 milhões. Há treze anos, o saldo foi negativo em US$ 546 milhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (1) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No acumulado janeiro/outubro, a balança tem um saldo negativo de US$ 1,832 bilhão.

De janeiro a outubro, as exportações apresentaram valor de US$ 200,472 bilhões. Sobre igual período de 2012, as exportações registraram retração de 1,4%, pela média diária.

As importações somaram recorde de US$ 202,304 bilhões, com aumento de 8,8% sobre o mesmo período anterior, pela média diária. O saldo comercial acumulou déficit de US$ 1,832 bilhão revertendo o superávit do mesmo período de 2012, de US$ 17,350 bilhões.

A corrente de comércio alcançou cifra recorde de US$ 402,776 bilhões, representando aumento de 3,5% sobre o mesmo período anterior, quando totalizou US$ 387,368 bilhões, pela média diária.

Na comparação com igual mês do ano passado, quando houve superavit de US$ 1,651 bilhão, o saldo do comércio internacional mostra piora. No mês de Outubro, as vendas de bens nacionais para o exterior somaram US$ 22,822 bilhões, ante US$ 21

As exportações no ano passado somaram US$ 242,6 bilhões –queda de 5,3% frente a 2011– e as importações caíram 1,4%.

Exportação de Outubro 2013

No mês, as exportações de produtos manufaturados (US$ 9,831 bilhões) registraram cifra recorde para meses de outubro; já os básicos e os semimanufaturados alcançaram respectivamente valores de US$ 9,628 bilhões e US$ 2,832 bilhões. Sobre o ano anterior, cresceram pela média diária as exportações de manufaturados (+9,1%), enquanto decresceram as vendas de semimanufaturados (-21,7%) e básicos (-0,3%).

No grupo dos manufaturados, quando comparado com outubro de 2012, cresceram as vendas principalmente de: plataforma p/extração de petróleo (+385,1%, para US$ 1,9 bilhão), tubos flexíveis de ferro/aço (+121,5%, para US$ 144 milhões), automóveis de passageiros (+47,6%, para US$ 476 milhões), veículos de carga (+43,4%, para US$ 232 milhões), motores e geradores elétricos (+33,6%, para US$ 194 milhões), aviões (+27,7%, para US$ 368 milhões), polímeros plásticos (+22,2%, para US$ 202 milhões) e máquinas para terraplanagem (+8,9%, para US$ 194 milhões).

Quanto aos semimanufaturados, as retrações ocorreram, principalmente, por conta de alumínio em bruto (-59,1%, para US$ 35 milhões), açúcar em bruto (-48,4%, para US$ 850 milhões), ouro em forma semimanufaturada (-45,4%, para US$ 144 milhões) e ferro fundido (-15,6%, para US$ 106 milhões). Por outro lado cresceram as vendas de catodos de cobre (+206,6%, para US$ 68 milhões), couros e peles (+22,3%, para US$ 235 milhões), celulose (+17,4%, para US$ 482 milhões), óleo de soja em bruto (+11,1%, para US$ 152 milhões), semimanufaturados de ferro/aço (+8,1%, para US$ 274 milhões) e ferro-ligas (+7,6%, para US$ 241 milhões).

No grupo dos básicos decresceram principalmente: algodão em bruto (-53,1%, para US$ 186 milhões), café em grão (-28,8%, para US$ 425 milhões), farelo de soja (-24,5%, para US$ 579 milhões), milho em grão (-21,8%, para US$ 807 milhões), carne suína (-18,2%, para US$ 131 milhões), carne de frango (-11,5%, para US$ 583 milhões), minério de cobre (-9,9%, para US$ 191 milhões) e fumo em folhas (-5,2%, para US$ 400 milhões). Por outro lado cresceram as vendas de soja em grão (+36,6%, para US$ 820 milhões), petróleo em bruto (+18,1%, para US$ 981 milhões), minério de ferro (+16,5%, para US$ 3,2 bilhões) e carne bovina (+6,1%, para US$ 539 milhões).

Por mercados compradores, cresceram as vendas para os seguintes blocos econômicos:

União Europeia (+29,1%, por conta de aviões, plataforma p/extração de petróleo, óleos combustíveis, tubos flexíveis de ferro/aço, suco de laranja não congelado, fumo em folhas, couros e peles, partes de motores para veículos, minério de ferro e ferro-ligas), Mercosul (+3,3%, sendo para Argentina +7,3%, pelos maiores aumentos de óxidos e hidróxidos de alumínio, hidrocarbonetos, máquinas automáticas p/processamento de dados, tratores, veículos de carga, minério de ferro, automóveis de passageiros, chassis com motor, pneumáticos e aviões) e Estados Unidos (+2,2%, por conta de fumo em folhas, motores e turbinas para aviação, motores e geradores elétricos, petróleo em bruto, aviões, celulose, máquinas para terraplanagem, obras de mármores e granito e semimanufaturados de ferro/aço).

Os demais blocos apresentaram os seguintes retrocessos: Europa Oriental (-33,8%, por conta de aviões, soja em grão, tratores, motores para veículos, açúcar em bruto e refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio, fumo em folhas, café em grão, carne suína e carne de peru), Oriente Médio (-24,1%, principalmente por conta de carne bovina, açúcar em bruto e refinado, milho em grão, minério de ferro, carne de frango, farelo de soja e óleo de soja em bruto), África (-17,7%, em decorrência de aviões, trigo em grão, açúcar em bruto e refinado, carne de frango, milho em grão e farelo de soja), América Latina e Caribe, exceto Mercosul (-14,7%, por conta de bombas e compressores, instrumentos e aparelhos de medida, máquinas e aparelhos de elevação, turbinas a valor, tubos de borracha vulcanizada, quadros/painéis distribuição de energia, polímeros plásticos e couros e peles) e Ásia (-2,8%, sendo que ocorreu crescimento para China de +19,8%, para US$ 3,6 bilhões, pelo

aumento nas exportações de semimanufaturados de ferro/aço, milho em grão, catodos de cobre, soja em grão, minério de manganês, polímeros plásticos, mármores e granitos, couros e peles, celulose, minério de ferro e óxidos e hidróxidos de alumínio).

Em termos de países, os cinco principais compradores foram: 1º) China (US$ 3,640 bilhões), 2º) Países Baixos (US$ 3,309 bilhões), 3º) Estados Unidos (US$ 2,287 bilhões), 4º) Argentina (US$ 1,822 bilhão) e 5º) Alemanha (US$ 623 milhões).

Por mercados compradores, cresceram as vendas para os seguintes blocos econômicos: União Europeia (+29,1%, por conta de aviões, plataforma p/extração de petróleo, óleos combustíveis, tubos flexíveis de ferro/aço, suco de laranja não congelado, fumo em folhas, couros e peles, partes de motores para veículos, minério de ferro e ferro-ligas), Mercosul (+3,3%, sendo para Argentina +7,3%, pelos maiores aumentos de óxidos e hidróxidos de alumínio, hidrocarbonetos, máquinas automáticas p/processamento de dados, tratores, veículos de carga, minério de ferro, automóveis de passageiros, chassis com motor, pneumáticos e aviões) e Estados Unidos (+2,2%, por conta de fumo em folhas, motores e turbinas para aviação, motores e geradores elétricos, petróleo em bruto, aviões, celulose, máquinas para terraplanagem, obras de mármores e granito e semimanufaturados de ferro/aço). Os demais blocos apresentaram os seguintes retrocessos: Europa Oriental (-33,8%, por conta de aviões, soja em grão, tratores, motores para veículos, açúcar em bruto e refinado, óxidos e hidróxidos de alumínio, fumo em folhas, café em grão, carne suína e carne de peru), Oriente Médio (-24,1%, principalmente por conta de carne bovina, açúcar em bruto e refinado, milho em grão, minério de ferro, carne de frango, farelo de soja e óleo de soja em bruto), África (-17,7%, em decorrência de aviões, trigo em grão, açúcar em bruto e refinado, carne de frango, milho em grão e farelo de soja), América Latina e Caribe, exceto Mercosul (-14,7%, por conta de bombas e compressores, instrumentos e aparelhos de medida, máquinas e aparelhos de elevação, turbinas a valor, tubos de borracha vulcanizada, quadros/painéis distribuição de energia, polímeros plásticos e couros e peles) e Ásia (-2,8%, sendo que ocorreu crescimento para China de +19,8%, para US$ 3,6 bilhões, pelo aumento nas exportações de semimanufaturados de ferro/aço, milho em grão, catodos de cobre, soja em grão, minério de manganês, polímeros plásticos, mármores e granitos, couros e peles, celulose, minério de ferro e óxidos e hidróxidos de alumínio).

Em termos de países, os cinco principais compradores foram: 1º) China (US$ 3,640

bilhões), 2º) Países Baixos (US$ 3,309 bilhões), 3º) Estados Unidos (US$ 2,287 bilhões), 4º) Argentina (US$ 1,822 bilhão) e 5º) Alemanha (US$ 623 milhões).

Destaques da Exportação em Janeiro/Outubro 2013

No acumulado janeiro-outubro de 2013, registraram retração em relação a igual período de 2012, os produtos: semimanufaturados (-8,0%, para US$ 25,302 bilhões), básicos (-0,7%, para US$ 95,097 bilhões) e manufaturados (-0,1%, para US$ 75,423 bilhões).

Dentro dos semimanufaturados, as maiores quedas ocorreram nas vendas de: óleo de soja em bruto (-39,1%), semimanufaturados de ferro/aço (-32,1%), ferro fundido (-26,8%), ferro-ligas (-20,2%), alumínio em bruto (-17,9%), ouro em forma semimanufaturada (-11,2%) e açúcar em bruto (-4,2%). Por outro lado cresceram as vendas de catodos de cobre (+358,8%), couros e peles (+18,6%) e celulose (+13,1%). Com relação à exportação de produtos básicos, houve diminuição de receita de: algodão em bruto (-44,2%), petróleo em bruto (-41,7%), café em grão (-17,5%), carne suína (-8,1%), fumo em folhas (-3,2%) e farelo de soja (-0,1%). Por outro lado cresceram as vendas de milho em grão (+40,7%), soja em grão (+29,9%), carne bovina (+17,1%), minério de ferro (+13,9%), carne de frango (+6,2%), minério de cobre (+2,4%).

No grupo dos manufaturados, ocorreu retração principalmente: aviões (-25,4%), óleos combustíveis (-24,5%), laminados planos (-23,4%), bombas e compressores (-21,9%), máquinas para terraplanagem (-21,7%), motores e geradores elétricos (-14,6%), pneumáticos (-12,4%), polímeros plásticos (-11,2%), autopeças (-10,1%), óxidos e hidróxidos de alumínio (-8,6%) e motores para veículos e partes (-3,9%). Por outro lado cresceram as exportações de: plataforma p/extração de petróleo (+500,0%), automóveis de passageiros (+46,3%), hidrocarbonetos e derivados (+19,1%), veículos de carga (+2,9%), tratores (+1,9%), etanol (+0,6%) e açúcar refinado (+0,3%).

Por mercados de destino, houve queda para os seguintes blocos econômicos: Estados Unidos (-9,2%, por conta de motores e geradores elétricos, petróleo em bruto, máquinas para terraplanagem, pneumáticos, ferro fundido, ferro-ligas, autopeças, partes de motores para veículos, café em grão, semimanufaturados de ferro/aço e etanol), África (-8,3%, por conta de trigo em grão, arroz em grão, veículos de carga, açúcar em bruto, máquinas para terraplanagem, carne de frango, milho em grão e carne bovina), Oriente Médio (-7,5%, por conta de óxidos e hidróxidos de alumínio, óleo de soja em bruto, máquinas para terraplanagem, trigo em grão, carne bovina, farelo de soja, milho em grão, minério de ferro e açúcar em bruto), Europa Oriental (-6,2%, por conta de fumo em folhas, açúcar em bruto, carne suína, café solúvel e carne de frango), América Latina e Caribe, exceto Mercosul (-6,2%, principalmente, milho em grão, partes de calçados, motores e geradores, medicamentos, bombas e compressores, papel e cartão e pneumáticos) e União Europeia (-2,5%, por conta de aviões, petróleo em bruto, ouro em forma semimanufaturada, café em grão, ferro-ligas, suco de laranja não congelado, óleos combustíveis e soja em grão). Por outro lado, cresceram as exportações para Mercosul (+4,8%, sendo da Argentina cresceu 10,3%, óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, automóveis, tratores, veículos de carga, pneumáticos, minério de ferro, chassis com motor, polímeros plásticos, partes de motores para veículos e motores para veículos) e Ásia (+4,5%, sendo para China ocorreu crescimento de 11,8%, por conta de catodos de cobre, minério de cobre, minério de manganês, soja em grão, açúcar em bruto, celulose, couros e peles, mármores e granitos, papel e cartão e minério de ferro).

Os principais países de destino das exportações, no acumulado janeiro-setembro/2013, foram: 1º) China (US$ 39,6 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 20,8 bilhões), 3º) Argentina (US$ 16,7 bilhões), 4º) Países Baixos (US$ 14,9 bilhões) e 5º) Japão (US$ 6,5 bilhões)

Destaques da Importação em Janeiro/Outubro 2013

No acumulado janeiro-outubro de 2013, quando comparado com igual período anterior, houve crescimento de combustíveis e lubrificantes (+23,1%), matérias-primas e intermediários(+7,1%), bens de capital (+5,8%) e bens de consumo (+4,7%).

Por mercados fornecedores, na comparação com janeiro-outubro de 2012, cresceram as compras originárias de todos os principais blocos econômicos, exceto Europa Oriental (-6,7%, por conta principalmente de enxofre, naftas, carvão, cloreto de potássio, ureia e borracha sintética e helicópteros). Os demais apresentaram os seguintes desempenhos: África (+31,6%, pelo aumento de gás, querosene, polímeros plásticos, petróleo e adubos e fertilizantes), Estados Unidos (+13,2%, pelos aumentos de trigo em grão, gás propano, gasolina, motores e geradores, inseticidas, polímeros plásticos, adubos e fertilizantes, óleos combustíveis, instrumentos médicos e instrumentos de medida/precisão), América Latina e Caribe, exceto Mercosul (+12,5%, por conta de cimentos hidráulicos, brinquedos, aparelhos para interrupção, calçados e instrumentos e aparelhos médicos), União Europeia (+7,3%, principalmente, gás natural, automóveis, torneiras e válvulas, autopeças, bombas e compressores, instrumentos de medida e precisão, rolamentos e engrenagens, compostos heterocíclicos, inseticidas e partes de motores para veículos), Mercosul (+6,0%, sendo +5,8% da Argentina, por conta de ônibus, motores para veículos, inseticidas, produtos hortícolas, gás propano, veículo de carga, autopeças, automóveis e produtos de perfumaria), Ásia (+4,8%, sendo que da China cresceu 9,1%, por conta de circuitos integrados, circuitos impressos, tecidos de fibras têxteis, laminados planos, motores e geradores, compostos heterocíclicos e aparelhos transmissores/receptores) e Oriente Médio (+0,2%, óleos combustíveis, querosene e adubos e fertilizantes).

Os principais países de origem das importações foram: 1º) China (US$ 31,5 bilhões), 2º) Estados Unidos (US$ 30,5 bilhões), 3º) Argentina (US$ 14,1 bilhões), 4º) Alemanha (US$ 12,6 bilhões) e 5º) Nigéria (US$ 8,4 bilhões).

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