BC segue otimista e projeta superávit de US$ 55 bilhões para a balança comercial em 2020

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Da Redação (*)

Brasília –  O Banco Central projeta um superávit de US$ 55 bilhões para a balança comercial brasileira, cifra ligeiramente inferior aos US$ 55,15 bilhões previsto pela instituição na semana passada. Para o ano de 2021, o BC estima um saldo de US$ 53,35 bilhões para o comércio exterior brasileiro. Os dados constam do boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Com a pandemia seguindo impactando o comércio internacional e  o fluxo de negócios do Brasil com seus parceiros comerciais, é grande a disparidade nas previsões sobre o resultado da balança comercial brasileira elaboradas por diversas instituições públicas e privadas.

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, por exemplo, revisou de US$ 46,656 bilhões para US$ 55,4 bilhões sua projeção para o superávit comercial em 2020. No primeiro semestre, a Secex informou que as exportações superaram as importações no montante de US$ 23,035 bilhões.

Na avaliação da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o saldo comercial deste ano será bem mais modesto. Segundo o presidente da AEB, José Augusto de Castro, a balança comercial deverá fechar este ano com um superávit de US$ 47,466 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 192,721 bilhões e importações da ordem de Us$ 145,255 bilhões.

Por outro lado, a previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 5,95% para 5,77%. A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país..

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há nove semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

Inflação

As instituições financeiras consultadas pelo BC também ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 1,72% para 1,67%, neste ano.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%, há seis semanas consecutivas. A previsão para 2022 e 2023 também não teve alteração: 3,50% e 3,25%, respectivamente.

A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Para 2021, a meta é 3,75%, para 2022, 3,50%, e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, em cada ano.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 2,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 3% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 5% ao ano e para o final de 2023, 6% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Entretanto, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Dólar

A previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 5,20, ao final deste ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 5.

(*) Com informações da Agência Brasil

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