BNDES amplia lista de bens financiáveis na área de Defesa e meta é elevar exportação para US$ 5 bilhões/ano

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Da Redação (*)

Brasília – A Base Industrial de Defesa brasileira, que conta com mais de 1.100 empresas, sendo a maior parte de micro, pequeno e médio portes, tem registrado nos últimos anos exportações no valor médio de US$ 1 bilhão e tem potencial para realizar vendas externas no montante anual de US$ 5 bilhões e é com o objetivo de avançar nessa direção que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está ampliando a lista de bens de Defesa que poderão obter financiamento da instituição.

Iniciado há 30 anos, o apoio do BNDES às exportações brasileiras é importante para prover às empresas brasileiras a capacidade de competir no mercado internacional em condições compatíveis com as de seus concorrentes internacionais, que também contam com financiamentos dos bancos de desenvolvimento e agências de crédito à exportação dos seus respectivos países. A atuação do Banco contribui para manter o nível de produção e de empregos brasileiros, bem como de sua cadeia de fornecedores.

O Banco aprovou um regulamento específico para o credenciamento de Produtos de Defesa – PRODEs, conforme definidos nos termos da Lei Federal nº 12.598/2012, de 21.03.2012. A medida contribuiu para a geração de empregos no Brasil e a sustentabilidade da Base Industrial de Defesa brasileira – BID.

A iniciativa é um dos resultados do Protocolo de Intenções estabelecido entre o BNDES e o Ministério da Defesa (MD) em fevereiro de 2020 (por meio da Secretaria de Produtos de Defesa – SEPROD), com a finalidade de entender, mapear, propor soluções e ampliar o apoio do Banco ao trabalho estruturante desenvolvido pelo MD/SEPROD  junto à BID.

Durante o trabalho, verificou-se que diversas empresas não conseguiam cadastrar seus produtos no Sistema BNDES e eles não podiam ser financiados pela instituição. Optou-se, então, por criar um normativo específico para o setor.
Com o novo regulamento, que estará vigente a partir de 1º de novembro, o Banco passa a ser capaz oferecer crédito a um leque mais amplo de fabricantes de produtos incluídos na BID. No âmbito do comércio exterior os bens poderão ser financiados por meio das linhas BNDES Exim Pós-Embarque, desde que os devedores e os importadores sejam entes soberanos ou seus órgãos, e BNDES Exim Pré-Embarque.

O setor nacional de defesa conta com mais de 1.100 empresas, sendo a maior parte de micro, pequeno e médio portes. As companhias desse campo são responsáveis por aproximadamente 285 mil empregos diretos e 850 mil indiretos – com remuneração superior à média da indústria de transformação –  e movimentam cerca de R$ 200 bilhões na economia nacional, representando cerca de 4% do Produto Interno Bruto Nacional (PIB). A BID exportou nos últimos anos, na média, US$ 1 bilhão/ano e estudos apontam para potencial de exportação na ordem de US$ 5 bilhões/ano.

A medida segue a linha de outros normativos específicos que vêm sendo desenvolvidos nos últimos anos no Banco, como os regulamentos de credenciamento para mobilidade de baixo carbono, para o setor aeronáutico, para aerogeradores e para módulos e sistemas fotovoltaicos.

O diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, ressalta que se trata de um marco importante dentro da parceria MD-SEPROD/BNDES, pois permitirá o apoio a um setor que gera empregos de alta qualificação, retendo os talentos brasileiros no país, e representa uma fonte importante de divisas por meio das exportações. Além disso, há o desenvolvimento de tecnologias cujo uso é expandido da Defesa para outros campos, abrangendo o setor produtivo como um todo.

Com essa iniciativa o Ministério da Defesa também avança no seu papel de fomento à BID, conforme estabelecido na Pnei-Prode, a Política Nacional de Exportação e Importação de Produtos de Defesa, Decreto nº 9.607/2018, de 12.12.2018. Além de ser uma contribuição relevante aos esforços do governo brasileiro de aprimoramento do sistema público de apoio às exportações, trabalho liderado pelo Ministério da Economia com participação do MD, Ministério das Relações Exteriores, BNDES, Caixa Econômica Federal, Apex-Brasil, entre outros órgãos públicos e entidades privadas.

“Essas medidas disruptivas, acompanhadas de outras relacionadas a seguros e garantias oficiais às exportações brasileiras, irão fornecer instrumentos financeiros adequados e efetivos às empresas exportadoras brasileiras, garantindo, assim, maior emprego e renda ao nosso cidadão”, declarou Dr. Marcos Degaut, Secretário de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa.

(*) Com informações do BNDES

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