Bolsonaro deverá visitar a China em outubro. Na agenda, comércio, Nova Rota da Seda e Brics



Última atualização: 11 de Junho de 2019 - 22:49
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Da Redação

Brasília –  O presidente Jair Bolsonaro visitará a China na segunda quinzena de outubro, em data a ser definida proximamente pelas chancelarias brasileira e chinesa. A visita deverá acontecer entre os dias 15 e 28 daquele mês, quando a China sediará os 7º. Jogos Mundiais Militares do Conselho Internacional do Esporte Militar, na cidade de Wuhan.

Em princípio a visita deverá ter a duração de três dias, durante os quais o presidente Bolsonaro cumprirá agenda das mais intensas. Entre os temas a serem tratados figuram as relações econômicas, comerciais e de cooperação entre a China e o Brasil, o interesse chinês em confirmar a participação do Brasil na chamada “Nova Rota da Seda” e a pauta da próxima reunião de Cúpula do BRICS, bloco integrado, além do Brasil e da China, pela Rússia, Índia e África do Sul, que será realizada em Brasília, no mês de novembro.

No tocante ao relacionamento bilateral, a visita do presidente Bolsonaro a Pequim servirá para dar mais consistência a uma série de iniciativas abordadas  durante a 5ª. Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), realizada no último dia 24 de maio na capital chinesa.

A delegação brasileira teve o comando do vice-presidente Hamilton Mourão e entre outros assuntos foram discutidos temas como a aprovação de frigoríficos brasileiros para exportação de carnes suína e bovina à China, a fabricação e venda de aviões da Embraer e o mercado de sementes geneticamente modificadas.

Durante o evento, os dois países concordaram em reforçar intercâmbios e cooperação em vários campos, promover a facilitação do comércio, otimizar a estrutura comercial e promover o crescimento da alta qualidade do comércio bilateral.

Em Pequim, o vice-presidente Mourão sinalizou que o Brasil pode vir a aderir à “Nova Rota da Seda, megaprojeto multibilionário do governo Xi Jinping na área da infraestrutura destinado a interligar portos, ferrovias, rodovias, aeroportos e telecomunicações para agilizar o comércio entre a China e o resto do mundo.

As conversas mantidas por Hamilton Mourão com seus interlocutores do governo chinês deverão ser aprofundadas nas reuniões que o presidente Jair Bolsonaro e seus ministros terão com a  cúpula governamental chinesa durante a visita a Pequim.

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