Brasil desempenha papel de parceiro coadjuvante no dinâmico comércio exterior da Índia

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Da Redação

Brasília – Com uma população de 1,3 bilhão de habitantes, um Produto Interno Bruto nominal de US$ 2,39 trilhões, a Índia é um dos maiores “players” do comércio mundial, com um fluxo de comércio (exportações+importações) no total  de US$ 777 bilhões (exportações no total de US$  318 bilhões e importações no valor de US$ 459 bilhões), segundo dados de 2014. Em 2015, até o mês de setembro, o fluxo comercial indiano totalizou US$  497 bilhões.

Apesar dos números expressivos do comércio exterior indiano, o Brasil ocupou, em 2014, um modesto décimo lugar entre os principais países de destino das exportações indianas. O líder do ranking foram os Estados Unidos (US$ 42,7 bilhões e participação de 13,4%), seguidos pelo Emirados Árabes Unidos (US$ 32 bilhões e 10,4%), China (US$ 13,4 bilhões e 4,2%), Hong Kong (US$ 13,4 bilhões e 4,2%), Arábia Saudita (13,1 bilhões e US$ 4,1%), Singapura (US$ 9,7 bilhões e 3,0%), Reino Unido (US$ 9,7 bilhões e 3,0%), Alemanha (US$ 7,7 bilhões e 2,4%), Brasil (US$ 7,1 bilhões e 2,2%) e Países Baixos (US$ 6,8 bilhões e 2,1%).

Ainda de acordo com dados de 2014 fornecidos pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), a liderança entre os países de origem das importações da Índia  coube à China, com um volume total de US58,2 bilhões, correspondentes a 12,7% das importações globais indianas.  A seguir vieram Arábia Saudita (US$ 32,7 bilhões e 7,1% de participação), Emirados Árabes Unidos (US$ 27,3 bilhões e 5,9%), Suíça (US$ 21,1 bilhões e 4,6%), Estados Unidos (US$ 20,4 bilhões e 4,4%), Catar (US$  16,6 bilhões e 3,6%), Iraque (US$ 16,1 bilhões e 3,5%), Nigéria (US$ 15,7 bilhões e 3,4%), Indonésia (US$  15,2 bilhões e 3,3%).  O Brasil ocupou a vigéssima-quarta posição nesse ranking, com exportações no total de US$ 5,5 bilhões e uma participação de 1,2% no volume total das importações indianas.

Liderada pelos combustíveis, com exportações no total de US$ 62,3 bilhões, correspondentes a 19,6% de todo o volume embarcado para o exterior, a pauta exportadora indiana conta com uma forte participação dos produtos industrializados. Os principais itens, segundo dados de 2014, foram ouro e pedras preciosas (US$ 40,7 bilhões e 12,8% na pauta exportadora), automóveis (US$ 14,5 bilhões e 4,6%), máquinas mecânicas (US$ 13,6 bilhões e 4,3% de participação), químicos orgânicos (US$ 12 bilhões e  3,8%), farmacêuticos (US$ 11,7 bilhões e 3,7%) e cereais US$ 10,1 bilhões e 3,2%).

No tocante às importações, a liderança também coube ao item combustíveis, principal responsável pelos saldos negativos acumulados pela Índia em sua balança comercial nos últimos anos, com aquisições no total de US$ 176,9 bilhões e uma participação de 38,5% no total das compras externas indianas. Outros destaques da pauta importadora em 2014 foram ouro e pedras preciosas (US$ 59,8 bilhões e 13,0%), máquinas elétricas (US$ 31,9 bilhões e 6,9%), máquinas mecânicas (US$ 31,2 bilhões e 6,8%) e químicos orgânicos (US$ 18,2 bilhões, correspondentes a 4,0% de todas as importações realizadas pela Índia no ano de 2014.

Em relação ao intercâmbio comercial com o Brasil, destaca-se o fato de que as trocas bilaterais saltaram de US$ 2,413 bilhões em 2006 para US$ 11,429 bilhões em 2014. Naquele ano de recorde histórico no fluxo de comércio entre os dois países, a Índia obteve um superávit de US$ 1,851 bilhão, resultado de exportações no total de US$ 6,640 bilhões e importações da ordem de US$ 4,789 bilhões.

Após superar em 2014 a expressiva cifra de US$ 10 bilhões de dólares, o intercâmbio brasileiro-indiano teve uma forte queda de 30,8% para US$ 7,907 bilhões em 2015, fruto de exportações brasileiras de US$ 3,617 bilhões e vendas indianas da ordem de US$  4,290 bilhões.

E se os números de 2015 já revelavam uma queda expressiva no fluxo de comércio bilateral, a retração tornou-se ainda mais acentuada nos oito primeiros meses de 2016, quando as exportações brasileiras somaram pouco mais de US$ 1,782 bilhão e os embarques indianos totalizaram US$ 1,592 bilhão. Ou seja, graças a uma forte contração de 47,5% nas importações, o Brasil voltou a alcançar um saldo positivo na balança comercial com os indianos.

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