Brasil deve considerar prioridade evitar tensões comerciais com a China, recomenda estudo do IBRE/FGV

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Da Redação (*)

Brasília –  Evitar tensões com a China continua na prioridade comercial do Brasil. Em resumo, esta é uma das principais conclusões do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) do mês de julho divulgado pelo IBRE/FGV. O estudo destaca que a China foi a principal fonte de contribuição para o superávit da balança comercial seja no mês de julho (US$ 4,5 bilhões), ou no acumulado do ano até julho (US$ 21,9 bilhões).

Com a América do Sul e a União Europeia, dois importantes parceiros comerciais do Brasil, o país registrou saldos positivos de US$ 3,2 bilhões e US$ 1,6 bilhão respectivamente. A balança comercial com os Estados Unidos foi superavitária no mês de julho, mas não o suficiente para reverter o déficit acumulado no ano até julho, de US$ 3,1 bilhões

O Icomex destaca que a participação da China tanto nas exportações quanto nas importações brasileiras superou a dos principais parceiros no acumulado do ano até julho. Em relação às exportações, a participação da China foi de 34,1%, equivalente a cerca de duas vezes e meia o percentual de 13,4% da União Europeia.

Ainda de acordo com o boletim, a importância da China como destino final das exportações brasileiras tem sido crescente e é impulsionada pelo aumento no volume exportado de commodities. Após crescer 51,4% entre junho de 2019 e 2020, o volume exportado registrou uma alta de 55% na comparação interanual de julho.

Outro dado relevante foi apontado pelo Icomex para destacar a relevância da China como parceiro fundamental para o Brasil: entre os dez principais produtos exportados pelo país no mês de julho, a China foi o destino final de sete desses itens. Os destaques foram a soja em grão, minério de ferro e petróleo, responsáveis, em seu conjunto,  por 79% nas vendas externas para o mercado chinês.

As estatísticas levantadas pelo IBRE/FGV mostram também altas expressivas nas exportações de outros produtos como carne bovina (+160%) e suína (+158%), na comparação entre os anos no acumulado do ano até o mês de julho.

(*) Com informações do IBRE/FGV

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