Brasil deve lutar para atrair capital da China, ainda que desagrade aos EUA, diz AEB



Última atualização: 8 de Maio de 2019 - 08:16
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Da Redação

Brasília – “Os investimentos chineses serão sempre muito bem-vindos e o Brasil não só deve permitir seu acesso como trabalhar para que a China invista no Brasil, ainda que isto desagrade os Estados Unidos. Essa é uma realidade do mundo atual”. A afirmação foi feita pelo presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, para quem o Brasil “deve olhar para si mesmo” independentemente da postura ou da avaliação de outros parceiros, como os Estados Unidos.

O presidente da AEB considerou positivas as ações em curso e projetadas para os próximos meses pelo governo brasileiro em busca de uma maior aproximação e de mais negócios com o gigante asiático. São elas a visita da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, esta semana em Pequim, a ida do vice-presidente Hamilton Mourão à capital chinesa entre os dias 19 e 24 de maio e em especial a visita do presidente Jair Bolsonaro ao país asiático, provavelmente no segundo semestre.

Questionado sobre o fato de que essas visitas seriam uma prova incontestável de que, finalmente, o governo de Jair Bolsonaro começa a enxergar a China de uma maneira diferente, José Augusto de Castro afirmou que “tudo indica que sim. Nós continuamos sendo um grande exportador de commodities e a China é o maior importador mundial desses produtos. Temos mercados alternativos para nossas exportações mas para conquistá-los demanda tempo e planejamento e a China é um cliente e parceiro mais que real”.

Ao avaliar possíveis reflexos da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, o especialista em comércio exterior afirmou que “um acordo entre as duas potências, qualquer que seja ele, vai afetar o Brasil e precisamos aguardar pelo desfecho das negociações. Mas é natural que o Brasil procure se antecipar à assinatura desse acordo e busque assegurar espaços no mercado chinês. Mas também é verdade que não existem fornecedores alternativos para a China e o país tem que importar commodities, sobretudo as commodities agrícolas, do Brasil ou dos Estados Unidos”.

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