Brasil e China debatem alternativas sustentáveis para a pecuária na Amazônia e no Cerrado

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São Paulo – Encontro virtual promovido pela TFA (Tropical Forest Alliance) na última semana reuniu representantes de toda a cadeia envolvida na produção e comercialização de carne bovina – empresas exportadoras e importadoras, bancos financiadores, ONGs e autoridades governamentais – do Brasil e da China, para a discussão da pecuária sustentável e responsável nas regiões do cerrado e da Amazônia brasileira.

A estratégia da TFA se baseia no incentivo ao diálogo entre fornecedores e compradores de carne bovina para o desenvolvimento de uma agenda positiva para a produção e a comercialização da carne sustentável, que inclua a preservação ambiental, novas oportunidades de negócios e intensa colaboração entre os atores envolvidos.

Brasil e China debatem alternativas sustentáveis para a pecuária na Amazônia e no Cerrado
Fabíola Zerbini, Diretora Regional da TFA para a América Latina/Foto:https://www.tropicalforestalliance.org/

“Iniciativas para a intensificação e monitoramento da pecuária oferecem soluções potenciais para a redução da emissão de carbono e do desmatamento por toda a cadeia, e atendem a todos os requisitos de qualidade requeridos pelo mercado chinês”, comenta Fabíola Zerbini, Diretora Regional da TFA para a América Latina.

As exportações brasileiras de carne aumentaram dez vezes nos últimos vinte anos. Cerca de metade dessas exportações são para a China e Hong Kong. Apesar da carne bovina representar hoje uma parcela particularmente pequena na dieta chinesa, e do país ser o terceiro maior produtor de carne do mundo, o crescimento no consumo do produto tem sido exponencial nos últimos anos, com aumento calculado em 25% para o período entre 2010 e 2030.

“Um futuro positivo para as relações comerciais entre Brasil e China, a partir de critérios de sustentabilidade, é possível a partir do diálogo para o desenvolvimento e a implementação de iniciativas que trazem benefícios para todos os envolvidos, protegendo os biomas amazônico e do cerrado e garantindo segurança alimentar“, conclui Fabíola Zerbini.

(*) Com informações da Aliança para as Florestas Tropicais

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