Brasil é o 6º. país que mais atrai investimentos estrangeiros e ApexBrasil intermediou US$ 13,6 bilhões do total captado

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Brasília – O bom ambiente de negócios e a confiança do mercado internacional deixaram o Brasil novamente na lista dos países que mais atraíram investimentos estrangeiros em 2021. De acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (9) pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil foi a sexta economia do mundo que mais captou dinheiro estrangeiro, chegando a US$ 50 bilhões no ano passado e subindo quatro posições no ranking quando comparado a 2020.

Conforme o relatório, chamado de “World Investment Report 2022”, no Brasil, os investimentos em agronegócio, automotivo, fabricação de eletrônicos, tecnologia da informação e serviços financeiros foram os responsáveis por elevar o total de Investimento Estrangeiro Direto (IED). O valor dos projetos greenfield (projetos sem estrutura pré-existente) anunciados e o número de negócios internacionais de project finance no país aumentaram 35% e 32%, respectivamente.

Um dos maiores projetos greenfield foi o pontapé inicial da Bravo Motor (Estados Unidos) de um projeto de US$ 4,4 bilhões para produzir veículos elétricos e baterias e componentes no Brasil. Entre os negócios internacionais de project finance, o maior foi a construção de um parque eólico offshore de 2 GW por US$ 5,9 bilhões, patrocinado pela Ocean Winds (Espanha).

Em 2020, a ApexBrasil apoiou o projeto da Bravo Motor, com quem assinou um Protocolo de Intenções para facilitação de investimentos das empresas participantes da Colossus Cluster Minas Gerais nas áreas de descarbonização, mobilidade, eficiência energética e blockchain baseado em créditos de carbono. O acordo foi firmado durante uma cerimônia realizada pelo Governo do Estado de Minas Gerais. O atendimento contou com a parceria do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI), num exemplo de cooperação entre ApexBrasil e entidades estaduais de atração de investimentos.

“O Brasil já era um dos mercados almejados por nossas empresas na América e nossa escolha por investir em Minas Gerais tem muita relação com o posicionamento do Estado como polo de atração de investimentos, inovação e tecnologia”, disse à época o CEO da Bravo Motor Company, Eduardo Javier Muñoz.

O Brasil foi destaque em relação à receptividade de investimentos em energia renovável. O relatório afirma que, no mundo todo, o número de projetos de investimento greenfield nesse tipo de energia permanece em queda, embora o valor desses projetos tenha aumentado 24% em 2021, impulsionado por grandes oportunidades, como o Base-One, no Ceará, avaliado em US$ 5,4 bilhões.

Uma das missões da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), além de promover empresas brasileiras no mercado global, é atrair novos negócios para o país, incrementando ainda mais o IED do Brasil. Apenas nos três primeiros meses de 2022, a ApexBrasil intermediou o anúncio de US$ 1,037 bilhão em investimentos estrangeiros. Estima-se que esses negócios gerem 4,5 mil empregos em território nacional. No ano passado, somente a ApexBrasil intermediou US$ 13,8 bilhões do total de IED captado em território nacional.

Segundo o Banco Mundial, entre os benefícios da atração de investimentos estrangeiros estão a geração de empregos, a transferência de competências e o desenvolvimento, transferência de tecnologia e desenvolvimento da infraestrutura do país.

BIF

Uma das ações da ApexBrasil para atrair ainda mais investimentos, o Brasil Investment Forum (BIF) chegará à sua quinta edição nos dias 14 e 15 de junho, quando CEOs e executivos de grandes empresas globais, ministros de Estado e autoridades de bancos de desenvolvimento debaterão o ambiente brasileiro e as oportunidades existentes no país. O BIF é considerado o maior fórum de investimentos da América Latina e, neste ano, ocorre em formato híbrido, em São Paulo.

Serão discutidos ainda os atributos de segurança e as ações implementadas para melhorar o ambiente de negócios, incluindo medidas políticas e econômicas dos últimos anos. Em um ano de retomada de vários setores produtivos, após dois anos de pandemia, o BIF traz à luz discussões também sobre a situação atual e em curto prazo perspectivas para os setores em questão. Vai abordar também temas novos como cadeias globais de valor, a relevância de investimentos sustentáveis, entre outros.

(*)  Com informações da ApexBrasil

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