Brasil mira a Asean, bloco formado por dez países e comércio exterior de US$ 2,2 trilhões

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Brasília – Os dez países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) se consolidam como um  dos mais promissores parceiros comerciais do Brasil e as exportações para o bloco integado pelo Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Singapura, Tailândia e Vietnã  cresceram 24,04%  e totalizaram US$ 7,427 bilhões entre os meses de janeiro e agosto.

Por outro lado, as importações aumentaram 22,77% para US$ 4,767 bilhões. A balança comercial com esse bloco de países proporcionou ao Brasil um superávit de US$ 2,661 bilhões.

Na trilha da chamada Rota da Seda, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes,  visitou  este mês a Malásia, Singapura e o Vietnã com o objetivo de estreitar os vínculos do Brasil com um grupo de países que, em seu conjunto, tem uma população de aproximadamente 620 milhões de habitantes, um Produto Interno Bruto de cerca de US$ 2,5 trilhões e um comércio exterior dos mais pujantes, com um fluxo de mais de US$ 2,2 trilhões.

Ao visitar a região, o ministro Aloysio Nunes afirmou que a relação com esses países está muito aquém do que deveria ser e das possibilidades de negócios que a região oferece a um país como o Brasil. Na escala em Singapura, o chanceler se reuniu com os nove embaixadores brasileiros na Asean e solicitou a eles que fizessem um amplo levantamento das oportunidades de negócios para o Brasil.

De acordo com o ministro, “estamos presentes nos países da Asean, mas muito aquém da importância política e econômica do nosso país e da região. Por isso, determinei ao  Itamaraty o redimensionamento de nossa presença. Essa região é uma das últimas fronteiras de nossa atividade diplomática”.

A participação do Brasil no  comércio exterior dos países da Asean é realmente pouco expressiva mas são inesgotáveis as possibilidades de negócios a serem exploradas. No total,  as trocas do Brasil com esses países alcançou US$ 16,620 bilhões em 2016 e este ano devem atingir um patamar mais expressivo.

De janeiro a agosto,  as exportações brasileiras somaram US$ 7,427 bilhões e as importações atingiram a cifra de US$ 4,767 bilhões. Os dez países da Asean foram o destino final de 5,09% das exportações totais do Brasil no período.

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), nos oito primeiros meses do ano, os produtos básicos foram responsáveis por 52,5% de todo o volume exportado para os países da Asean, no total de US$ 3,93 bilhões. Os bens semimanufaturados responderam por 15,1% dos embarques e geraram uma receita de US$ 1,12 bilhões. Por outro lado, as exportações de produtos industrializados totalizaram US$ 2,35 bilhões, correspondentes a 31,7% das exportações para esse grupo de países.

Com uma participação de 13% no volume exportado, o farelo de soja foi o principal item embarcado para os países da Asean, no valor total de US$ 988 milhões. Outros produtos da pauta exportadora foram minérios de ferro (US$ 961 milhões), plataformas de petróleo (US$ 903 milhões), soja mesmo triturada (US$ 809 milhões) e açúcar  de cana (US$ 534 milhões).

Enquanto isso, as exportações da Asean para o Brasil são marcadas por uma forte concentração (91,5%) nos produtos industrializados, que geraram receita no montante de US$ 4,36 bilhões e cresceram 21,9% comparativamente com o mesmo período de 2017. Com uma participação de 58,8% no total exportado, os circuitos impressos e outras partes para aparelhos de telefonia foram o carro-chefe dos embarques e somaram US$ 622 milhões Outros destaque da pauta foram circuitos integrados e microconjuntos eletrônicos (US$ 555 milhões) e demais produtos manufaturados (US$ 259 milhões)

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