Brasil tem monopólio de três gigantes: Claro, Vivo e Tim – que acabaram de comprar a Oi

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Nas últimas semanas, clientes da Oi foram notificados pelos seus celulares
que, a partir de agora, eles serão atendidos pelas três antigas rivais da
empresa: a Claro, a Vivo e a Tim. As mudanças variam de DDD, mas atingem
todas as contas telefônicas da telecom carioca – que somam cerca de 40
milhões de pessoas. As três gigantes do setor compraram, juntas, a Oi por R$
16,5 bilhões em um leilão em janeiro, e tiveram a aprovação do governo no
mês seguinte.

Os serviços continuam os mesmos: na Vivo, na Tim e na Claro negociar
dívidas, resolver pendências, trocar de número ou de plano já serão atendidos
pelas novas centrais dos respectivos conglomerados.

A distribuição, se tirará um player importante do setor, não significará um
mercado muito maior para as outras empresas. Com isso, o Brasil ainda segue
de fora das grandes empresas de telecomunicações do mundo, hoje liderada
pela americana AT&T, cujo faturamento anual beira US$ 161 bilhões (R$ 821
bi), segundo dados de 2017. Fora do mercado brasileiro, a gigante dos EUA
tem tentáculos em vários países do mundo, como a rede DIRECTV, que atende
11 países da América Latina e do Caribe.

A segunda maior telecom do mundo também é americana: a Verizon, sediada
em Nova York, e com um faturamento anual de US$ 120 bilhões (R$ 612
bilhões). O foco da empresa, no entanto, tem sido a tecnologia 5G em cidades
do país, o que ainda está sendo estruturado. Interessada nos leilões no Brasil,
a empresa também não tem atuação no mercado tupiniquim.

A terceira maior empresa de telecomunicações do mundo é chinesa: trata-se
da estatal China Mobile, que possui a maior cartela de clientes do globo: 873
milhões de pessoas – o que significa uma penetração de quase 97%. Além
disso, a gigante ainda tem uma subsidiária em Hong Kong e entrou
recentemente para a Bolsa de Valores de Nova York.

Finalizam o top 5 dessa lista outras duas empresas estrangeiras: a alemã
Deustche Telekom, criada ainda na época da divisão no país, e a japonesa
NTT. O faturamento anual da Deustche é de 77 bilhões de euros (R$ 409 bi),
segundo a revista Fortune. Uma das marcas mais famosas é a T-Mobile, que
estampa seu logo na camiseta do Bayern de Munique, por exemplo, e que atende
boa parte dos clientes europeus em redes de celular. O segredo da DT está, de fato, nas suas subsidiárias do continente: ela possui fatias de empresas como a Magyar Telekom, da Hungria, e da Slovak Telekom, da Eslováquia.

Já a NTT, sigla para Nippon Telegraph & Telephone, é famosa por estar
presente em diversos mercados de ativos financeiros, em Nova York, Londres
Osaka e Tóquio. Com receitas perto dos R$ 100 bi (R$ 520 bi), é uma das
empresas mais antigas do mundo, fundada como uma estatal em 1952.

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