Cadeia logística busca certificação halal para exportar para países asiáticos e muçulmanos

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São Paulo – As exportações têm aumentado mês a mês, principalmente, para o mundo asiático, assim como para os países árabes. Ao mesmo tempo que os números crescem, as exigências para realizar estas exportações também, principalmente, para os países muçulmanos. A segurança nos alimentos e em todos os produtos exportados é a grande preocupação de todo e qualquer país, para que não haja disseminação de qualquer vírus, e principalmente, do coronavírus.

“Ter um selo de segurança hoje não é mais um diferencial, mas sim uma exigência mundial. E para os muçulmanos, o consumo de qualquer produto só é possível se tiver certificado halal. Hoje, além de atestar as normas de acordo com a jurisprudência islâmica, a certificação halal é vista no mundo como um selo de qualidade, sinônimo de boa procedência e de segurança”, Omar Chahine, gerente comercial da Cdial Halal.

Certificação halal em armazéns
A auditoria da certificação halal é focada principalmente nas documentações de sistema de gestão, ou seja, tudo é vistoriado para verificar se estão de acordo com a legislação islâmica e segura. “Primeiro de tudo, é necessário que o centro de distribuição tenha certificação halal. Caso contrário, nenhum produto halal pode ser armazenado. As câmeras frigoríficas de todo produto halal precisam estar separadas do não halal, para que não haja contaminação cruzada, ou seja, qualquer procedência suína. Em seguida, verificamos todas as normas de higiene, controle de pragas e funcionamento e manutenção dos equipamentos. Para o transporte dentro dos centros, a recomendação é de que o produto certificado seja o primeiro a ser transportado, para que não ocorra contaminação com produtos ilícitos (não halal). Caso não haja essa possibilidade, deve ser realizada uma rígida higienização em cada etapa do processo”, comenta Chahine.

Em suma, o essencial na logística é a segregação dos produtos. “A certificação garante que todo o processo de exportação seja realizado de forma correta. Os países do Golfo, por exemplo, começaram a exigir em março uma nova certificação halal para armazéns, câmaras frias e transportes que trabalham com frigoríficos certificados”, alerta Omar.

(*) Com informações da Cdial Halal

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