Calçadistas divididos na avaliação dos resultados da participação na theMicam Shanghai

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Novo Hamburgo – Mesmo com a constante abertura do mercado chinês para marcas internacionais, calçadistas brasileiros ainda buscam a melhor estratégia para a inserção no mercado. A reflexão sobre a melhor forma de entrar no Mercado da China asiático” veio com o término, hoje (26), da quarta edição da theMicam Shanghai, feira calçadista que iniciou dia 24, em Xangai, e que apresentou uma visitação abaixo do esperado pelos empresários brasileiros.

 A delegação participou da feira através do Brazilian Footwear, programa para a promoção das exportações de calçados brasileiros, uma parceria entre a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Para Maurício Ávila, gerente de exportações da Radamés, foi a melhor edição das quatro em que a empresa esteve presente. “Os clientes que visitaram as outras edições voltaram e conseguimos realizar bons negócios”, disse Ávila, para quem um ponto importante para o sucesso no mercado internacional é a estratégia da empresa voltada para a exportação. Segundo o empresário, a fábrica está bastante voltada para o mercado externo e aumentou suas exportações em 200% nos últimos dois anos.

A Bibi ainda vai além não apenas focando no mercado internacional, mas dirigindo os investimentos especificamente para o mercado chinês. “Depois de termos vindo ao mercado e termos observado as oportunidades, optamos por contratar um estudo de mercado específico para a marca. Agora, com base neste estudo, vamos desenhar a estratégia de inserção da marca, que queremos implantar já em 2015”, contou Magnus Oliveira, gerente de exportação da marca de calçados infantis.

Calcadistas divididos na avaliacao dos resultados da participacaoNem tudo perfeito

Por outro lado, o mercado chinês ainda constitui um desafio para a inserção das marcas brasileiras. Para a Carrano, que participa da feira pela segunda vez, a feira ficou aquém as expectativas. “No final a feira foi produtiva, mas a expectativa era de mais resultado. Vieram muitos fabricantes e fornecedores e poucas grandes redes de lojas.”, avaliou Hugo Cassel, representante da marca. Felipe Haag, representante da Jorge Bischoff, concordou: “É a primeira vez que participamos da feira, mas esperava que ela fosse maior e com visitação mais intensa”.

Mesmo com a queda perceptível no número de visitantes da feira, o resultado das empresas brasileiras cresceu em relação ao registrado na edição anterior Conforme números da Abicalçados, foram US$ 632 mil em negócios realizados no evento, incremento de 644% na comparação com a mostra realizada em setembro do ano passado.

Os 274 contatos realizados pelas 17 marcas brasileiras participantes ainda geram uma expectativa de negócios na casa dos US$ 3,5 milhões, 94% a mais do que a do ano passado. Além dos compradores chineses, estiveram na feira empresários de países da região, como Tailândia, Índia, Taiwan, Hong Kong, entre outros.

Participaram da quarta edição da theMicam Shanghai as marcas Democrata, Amazonas Sandals, Piccadilly, Piccadilly for Girls, Carrano, Stéphanie Classic, Sapatoterapia, Beira Rio, Moleca, Molekinha, Vizzano, Modare, Radamés, Kontatto, Cristófoli, Jorge Bischoff e Bibi.

Calcadistas divididos na avaliacao dos resultados da participacao (1)Promoção da moda brasileira

Para intensificar os esforços de inserção das marcas brasileiras na China, o Brazilian Footwear, em conjunto com a Apex-Brasil, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Brasileira de Estilistas (Abest) promoverá um evento de moda brasileira no dia 19 de novembro, em Shanghai. O objetivo do evento é apresentar o Brasil como um país produtor de moda, além de iniciar e estreitar relacionamento com mídia, compradores e investidores locais.

“Sabemos da importância do investimento em imagem para que as marcas alcancem o sucesso nesse mercado, por isso planejamos um evento que apresentará não apenas o setor calçadista, mas outros setores da indústria da moda”, declarou Roberta Ramos, coordenadora da Unidade de Promoção de Imagem da Abicalçados.

Para ela, o desconhecimento dos chineses em relação ao que o Brasil tem a oferecer é uma oportunidade para a construção de uma imagem positiva. “Os chineses conhecem pouco do Brasil e da nossa cultura, o que nos permite construir a imagem que quisermos que seja percebida pelo mercado”, explicou Roberta.

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Fonte: Abicalçados

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