CEBC lança estudo sobre oportunidades de negócios para o Brasil no e-commerce da China

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Rio de Janeiro – O Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) realizará evento no dia 26 de janeiro, quarta-feira, para lançar o estudo “As Oportunidades e os Desafios para Empresas Brasileiras no Maior E-Commerce do Mundo: a China”, que apresenta os principais players desse mercado, descreve os modelos de negócio disponíveis e identifica setores promissores para exportações brasileiras.

O documento foi escrito por Renata Thiébaut, que trabalha há 16 anos com e-commerce e transformação digital na China. Entre outras atividades, ela integra o Departamento de Treinamento e Capacitação do Alibaba, uma das maiores plataformas de internet do país.

Patrocinado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pela Klabin, o estudo identifica três grandes setores com potencial para empresas brasileiras no e-commerce chinês: alimentos e bebidas, beleza e moda.

Entre produtos específicos, se destacam lácteos, carnes, castanhas, açaí, alimentos orgânicos e de base vegetal, suplementos para saúde e tratamentos de beleza, como os que contêm queratina.

Na moda, há espaço para roupas e acessórios de nicho, que tenham cortes diferenciados ou sejam destinados à prática de esportes. Com movimento de US$ 2,3 trilhões em 2021, o mercado online chinês é extremamente competitivo e demanda uma forte estratégia de entrada, que inclua investimentos em marketing e na imagem da marca.

Também são necessárias ações para a construção da “Marca Brasil”, que destaque a bio­diversidade, a Amazônia, a sustentabilidade e a tradição em produtos como café, chá mate e carnes. Os próximos anos continuarão a registrar altas taxas de crescimento do e-commerce da China, que deverá atingir US$ 3,6 trilhões em 2024, quando deverá representar 58% das transações totais do varejo do país asiático (físico e digital).

Algumas empresas nacionais já estão presentes nesse mercado. O setor mais bem representado é o de calçados, com cerca de uma dezena de marcas, entre as quais Havaianas. A Sadia abriu em 2021 uma loja oficial no TMall, do Alibaba, a maior plataforma de comércio virtual do país. Mas há muitas oportunidades ainda não exploradas por empresas brasileiras.

A marca mais popular de açaí no e-commerce da China é belga, enquanto “pinhões brasileiros” são vendidos por marcas chinesas e americanas. Apesar de ser o maior produtor de café do mundo, o Brasil tem pouca presença nesse setor, que cresce em ritmo elevado.

O CEBC decidiu lançar o estudo por acreditar que o e-commerce é um importante canal para a diversificação das exportações brasileiras à China e para a agregação de valor aos produtos vendidos.

O evento de lançamento começará às 10h e será aberto pelo presidente do CEBC, embaixador Luiz Augusto de Castro Neves. A autora do estudo, Renata Thiébaut, fará uma breve exposição sobre seu conteúdo, que será seguida de debate com a participação de Deborah Rossoni, gerente de Competitividade da Apex-Brasil, Flavio Deganutti, diretor de Papéis da Klabin e Sueme Mori, coordenadora de Inteligência Comercial da CNA. A moderação será da diretora executiva do CEBC, Cláudia Trevisan.

Segundo o estudo, a emergência da China como o maior e-commerce do mundo foi impulsionada por três grandes movimentos: 1) alta penetração da internet, uma logística eficiente e desenvolvi­mento de métodos de pagamento online; 2) aumento do poder de compra da classe média; e 3) a indústria manufatureira pré-existente. A China tem 1 bilhão de usuários de internet e uma malha de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos que permitiu a criação de uma logís­tica que garante a entrega de produtos em prazos cada vez menores.

Link de inscrição: https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_hrGg1pjKQRWcO3A9rtp4Iw

Contato: Camila Amigo, camila.amigo@cebc.org.br, (21) 99968-6021.

(*)  Com informações do CEBC

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