Centro de Negócios da Apex em Angola começará a operar em março de 2011

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O primeiro Centro de Negócios (CN) da Apex-Brasil na África, lançado na última segunda-feira (29/11) em Luanda, está estruturado para entrar em pleno funcionamento a partir de março de 2011 e vai ampliar a participação do Brasil no processo de reconstrução de Angola, além de facilitar a realização de investimentos e a atuação de empresas brasileiras no mercado africano.

O Centro de Negócios foi inaugurado por Welber Barral (Secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e pelo diretor de Gestão e Planejamento da Agência, Ricardo Schaefer.

“Estamos abrindo um novo período nas relações bilaterais entre Brasil e Angola. Relações que têm se intensificado nos últimos anos”, declarou o diretor da Apex-Brasil, Ricardo Schaefer, durante cerimônia de lançamento do CN, que contou com a presença da Ministra de Economia de Angola, Maria Idalina de Oliveira Valente, e da embaixadora do Brasil em Luanda, Ana Lucy Cabral Petersen.

Segundo o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Welber Barral, Angola foi escolhida para ser a entrada do Brasil na África. “Com Centro de Negócios da Apex-Brasil, iremos viabilizar que um número maior de empresas brasileiras se relacione com empresas angolanas e do restante do continente”, explicou.

Já a ministra da Economia de Angola, Maria Idalina, ressaltou que o CN favorecerá o melhor aproveitamento do conhecimento e da capacidade brasileira em tecnologia e inovação, permitindo que o país se torne, efetivamente, a porta de entrada para um mercado muito mais amplo. “Angola precisa de iniciativas como esta, que diversifique a fonte de nossos produtos e nos ajude a melhorar a qualidade de nossa produção,” disse. E concluiu: “Esta parceria será importante para que o nosso empresariado dê passos significativos rumo ao desenvolvimento do país”.

Em seu discurso, Schaefer destacou que o CN está sendo preparado para apoiar empresários na articulação de projetos e no cumprimento de acordos e agendas com instituições governamentais. Paralelamente ao lançamento do CN, a Apex-Brasil assinou acordo de cooperação com a Central de Compras de Angola (CENCO), responsável pelo Programa de Reestruturação do Sistema de Logística e de Distribuição de Bens Essenciais à População (PRESILD).

O PRESILD é uma iniciativa pública para facilitar a oferta e o acesso à população aos produtos básicos de consumo – alimentos, higiene e limpeza. Para isso o Governo angolano está construindo, em todo o país, mercados abastecedores, dentro de um programa de metas de cinco anos.

Esse será o oitavo Centro de Negócios da Apex-Brasil, que já mantém unidades na Ásia (Pequim – China), Oriente Médio (Dubai – Emirados Árabes Unidos), América do Norte (Miami – Estados Unidos), América Latina e Caribe (Havana – Cuba), Leste Europeu (Varsóvia – Polônia e Moscou – Rússia) e Europa Ocidental (Bruxelas – Bélgica).

Corrente de Comércio

A Apex-Brasil está presente na África, e particularmente em Angola, desde 2003, com diversas ações de promoção de negócios, que incluem missões comerciais, rodadas de negócios e participação em feiras nacionais, como a Feira Internacional de Luanda (Filda).

Em 2009, a corrente de comércio entre o Brasil e a África foi de US$ 17,2 bilhões, sendo US$ 8,7 bilhões em exportações e US$ 8,5 bilhões em importações. O intercâmbio comercial entre Brasil e países africanos teve um aumento expressivo nos últimos anos e Angola é o principal parceiro comercial, estando entre os maiores destinos de exportações brasileiras.

Entre 2005 e 2009, a corrente de comércio Brasil-Angola evoluiu de US$ 520 milhões para US$ 1,5 bilhão, com uma variação positiva de 182,6%. Nos 10 primeiros meses de 2010, as exportações brasileiras para Angola somaram US$ 771,9 milhões. A corrente de comércio entre os dois países cresceu 0,8%, passando de US$ 1,226 bilhão para US$ 1,236 bilhão.

Paralelamente ao lançamento do CN, o MDIC e a Apex-Brasil organizaram uma Missão Empresarial à África do Sul e à Angola, que reuniu 25 empresas brasileiras.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Apex-Brasil

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