Chile desbanca a França e se transforma no maior exportador de vinhos para o Japão

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Da Redação (*)

Brasília – Enquanto o Brasil atrelado a um Mercosul cada vez mais burocrático, lento e ineficiente não consegue firmar nenhum acordo de livre comércio de expressão, o vizinho Chile amplia cada vez mais sua já vasta rede de acordos comerciais com os principais blocos e players do comércio internacional. Livre de tarifas que dificultam as exportações de produtos similares brasileiros, o Chile se destaca como grande exportador de frutas e vinhos, entre outros produtos.

Recentemente, segundo dados recentes divulgados pelo governo do Japão japonês relativos ao comércio exterior em 2015, o Chile conquistou, pela primeira vez, a posição de maior exportador de vinhos para o mercado nipônico.

Chile desbanca a França e se transforma no maior exportador de vinhos para o Japão
Vinícola Concha y Toro

Em relação ao volume desembarcado em 2014, os chilenos avançaram, no ano passado, 18% (51.592.550 litros), enquanto os franceses, que lideraram o segmento nos últimos 30 anos, tiveram redução de 2,7% (51.518.601 litros). Entre os motivos que levaram ao bom desempenho do Chile, destacou-se o competitivo custo-benefício de seu produto, em comparação com o dos demais concorrentes.

Além disso, o Chile tem sido beneficiado pelo Acordo de Parceria Econômica assinado com o Japão em 2007, que definiu, entre outros temas, a escala de redução de tarifas sobre o vinho, que serão zeradas em abril de 2019.

Quanto aos vinhos brasileiros, em 2015 o Japão importou 29.987 litros, quantidade significativamente menor que os 144.999 litros registrados em 2014 e os 59.864 litros comercializados em 2013. Com base nas vendas de 2012 (22.297 litros), de 2011 (25.488 litros) e de 2010 (22.945 litros), verifica-se que a tendência de venda de vinhos brasileiros àquele país mantém-se constante ou atravessa fase de leve crescimento.

Os volumes registrados em 2013 e em 2014 refletiram maior projeção do País, por causa da Copa do Mundo. Em 2016, com a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro, há a expectativa de que se repita o crescimento pontual das vendas nas principais cidades japonesas.

Chile desbanca a França e se transforma no maior exportador de vinhos para o Japão
Vinhedo Errázuriz Ovalle S/A

Em volume, os vinhos do Brasil ainda correspondem a cifras modestas das importações japonesas: 0,0174%. Não obstante, os representantes locais de vinícolas brasileiras deverão prosseguir com o ativo trabalho de visita a lojas, hotéis, restaurantes e supermercados, com vendas em pequenas quantidades, uma vez que essa é a iniciativa que tem obtido melhor resultado e retorno mais duradouro. O crescente número de churrascarias inauguradas no Japão também possibilitará impulso adicional às vendas, que tendem a ganhar competitividade diante da desvalorização cambial do real.

Atualmente, mais de 52 países exportam vinho para o mercado nipônico, o que dificulta o acesso dos produtos às grandes redes atacadistas. Os importadores dos vinhos brasileiros, porém, têm realizado, em parceria com a Embaixada do Brasil em Tóquio, crescente número de eventos e degustações, com o objetivo de ampliar a divulgação dos produtos aos consumidores locais e aliar seu consumo a outros itens representativos da gastronomia e do estilo de vida brasileiros.

(*) Com informações do Setor de Promoção Comercial e Investimentos da Embaixada do Brasil em Tóquio

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