Chile promove Seminário em SP para atrair empresas que iniciam processo de internacionalização

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Da Redação

Brasília – As empresas brasileiras que estão iniciando um processo de internacionalização são o alvo do Seminário “Brasil-Chile – Ampliando Negócios e Investimentos”, a ser realizado no próximo dia 4 de novembro, em São Paulo. O evento está sendo organizado pelo Escritório Comercial do Chile no Brasil. O seminário conta com o apoio da Embaixada do Chile em Brasília, do Sistema Fiesp/Ciesp, dos Ministérios chilenos das Relações Exteriores e da Economia, Fomento e Turismo, além da Sociedade de Fomento Fabril (SOFOFA), entre outras instituições.

Segundo o diretor do Escritório Comercial do Chile em São Paulo, Oscar Paez Gamboa, “a proximidade geográfica e as afinidades culturais com o Brasil, sem dúvida, são fatores importantes para o empresariado brasileiro que está começando a explorar o mercado internacional. Porém, mais que isso, no seminário serão destacados alguns benefícios que o Chile pode oferecer aos empresários brasileiros. Especialmente no que diz respeito à ampla rede de acordos comerciais que o Chile mantém com países que detém mais de 85% do Produto Interno Bruto mundial, entre outros aspectos relacionados, tais como, certificação de origem, encadeamentos produtivos e muito mais”.

Programa

A programação do seminário não está fechada e algumas das exposições ainda estão sujeitas a confirmação. O evento será aberto às 9h pelo embaixador do Chile no Brasil, Jaime Gazmuri. Na sequência estão previstas exposições a cargo de Mauro Borges Lemos (ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), de Luis Felipe Céspedes (ministro da Economia, Fomento e Turismo do Chile), de João Guilherme Sabino Ometto (vice-presidente da Fiesp/Ciesp) e de Jorge Piarro Cristi (vice-presidente executivo do Comitê de Investimentos Estrangeiros do Chile). Haverá ainda uma exposição a cargo do ProChile, com palestrante a ser confirmado.

A segunda parte do seminário terá início com uma exposição sobre Encaminhamentos Produtivos entre o Chile e o Brasil, a cargo de Patrício Caniulao (do Departamento de Acesso a Mercados do Ministério de Relações Exteriores do Chile), seguida por uma explanação de Hugo Baierlein (Gerente de Comércio Exterior da Sociedade de Fomento Fabril do Chile – SOFOFA).

Após essas duas exposições deve acontecer uma apresentação de Casos de Sucesso de empresas brasileiras instaladas no Chile. Na sequência, Jorge Errazúriz, presidente do Capítulo Empresarial no Chile da Aliança do Pacífico, abordará o tema “Oportunidades e Desafios – Aliança do Pacífico e o Brasil”.

O programa do evento prevê ainda uma exposição de Ingo Ploger, presidente do Comitê Empresarial da América Latina-CEAL Internaciona, seguida por uma série de perguntas do público presente e pela cerimônia de encrramento do seminário.

Chile promove Seminario em SP para atrair empresas (2)Comércio e investimentos

 

O seminário é mais uma ação promovida pelo governo chileno através das principais instituições do País responsáveis pelo comércio exterior e pela atração de investimentos. No que diz respeito aos investimentos, o Brasil é o principal destino dos investimentos chilenos no exterior representando cerca de 25% do investimento total com um estoque de aplicações em torno de US$ 25 bilhões.

Enquanto isso, o Brasil é um modesto investidor no Chile, apesar de vir aumentado sua presença no país vizinho, especialmente nos setores de energia, serviços financeiros, alimentos, mineração, siderurgia e construção civil.

 

Nesse contexto,  a ideia é aproveitar o seminário para apresentar o Chile como um país bastante atraente para o capital estrangeiro e em especial em relação às empresas brasileiras que estão iniciando um processo de internacionalização.

No tocante ao comércio, as relações entre o Chile e o Brasil são intensas e o Brasil é hoje o quarto maior parceiro comercial do Chile, atrás apenas da China, Estados Unidos e Japão. De janeiro a setembro deste ano, as exportações brasileiras para o Chile totalizaram US$ 3,751 bilhões, um aumento de 16,72% em comparação com igual período do ano passado. Nesse período, as vendas chilenas para o Brasil somaram US$ 3,002 bilhões, com uma ligeira alta de 1,57% em relação aos oito primeiros meses de 2013.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Chile é considerado um parceiro essencial para o Brasil e o MDIC defende que sejam realizados todos os esforços possíveis para fazer com que os números do comércio bilateral retornem ao patamar registrado em 2011, quando atingiram suas cifras recordes. Naquele ano, as exportações brasileiras chegaram a US$ 5,418 bilhões e as vendas chilenas superaram a cifra também recorde de US$ 4,547 bilhões.

Apesar de a pauta exportadora brasileira para o Chile no período janeiro/setembro deste ano ter sido liderada pelo item petróleo, com exportações no valor de US$ 1,646 bilhão (superiors em 30,32% aos US$ 1,049 bilhão exportados em igual período do ano passado), o Chile é um dos principais países de destino dos produtos industrializados vendidos pelo Brasil no exterior. Este ano, as exportações dos produtos de maior valor agregado para o Chile geraram, até setembro, uma receita de US$ 1,782 bilhão.

Além do petróleo, o Brasil exporta para o Chile carne bovina (US$ 202 milhões), carroçarias para automóveis (US$ 91 milhões), chassis com motor para veículos (US$ 78 milhões) e tratores rodoviários para semi-reboques (US$ 49 milhões).

Por outro lado, as exportações chilenas para o Brasil têm no complexo cobre o item principal. As vendas de catodos de cobre rebobinado responderam por 23,87% de todas as exportações do país vizinho ao Brasil e geraram uma receita de US$ 717 milhões entre janeiro e setembro. Os sulfetos de minério de cobre, com vendas no montante de US$ 597milhões, tiveram uma participação de 19,88% nas exportações chilenas e os fios de cobre refinado geraram receita no valor de US$ 120 milhões e participação de 3,99% no total exportado pelo Chile para o Brasil.

Outros itens importantes nas exportaçoes chilenas para o Brasil foram o salmão  do Atlântico e salmão do Danúbio fresco ou refrigerado, com vendas no total de US$ 324 milhões entre janeiro e setembro,  e vinhos, responsáveis por exportações no montante de US$ 84 milhões.

A pauta exportadora do Chile para o Brasil tem, a exemplo do que acontece com as exportações brasileiras para o Chile, importante participação dos produtos industrializados. De um total de US$ 3,003 bilhões exportados pelo Chile para o Brasil no período janeiro/setembro, US$ 1,294 bilhão foram relativos a produtos básicos. Os produtos semimanufaturados geraram receita da ordem de US$ 953 milhões e os bens manufaturados foram responsáveis por exportações no montante de US$ 755 milhões.

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