China anuncia imposição de tarifas adicionais sobre US$ 75 bilhões em importações dos EUA



Última atualização: 23 de Agosto de 2019 - 16:47
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Beijing – A Comissão de Tarifas Alfandegárias do Conselho de Estado da China anunciou nesta sexta-feira que o país imporá tarifas adicionais sobre importações no valor de US$ 75 bilhões procedentes dos Estados Unidos, em resposta ao anúncio recente da parte americana de aumentar tarifas aos produtos chineses.

Baseado nas leis e aprovado pelo Conselho de Estado, 5.078 itens de produtos americanos serão sujeitos a tarifas adicionais de 10% ou 5%. O aumento de tarifas será implementado em dois lotes e estará em vigor a partir de 12h01 (horário de Beijing) do dia 1º de setembro e 12h01 do dia 15 de dezembro, anunciou a comissão em um comunicado.

O governo dos EUA anunciou em 15 de agosto que imporá tarifas adicionais de 10% sobre US$ 300 bilhões em produtos chineses, com vigência em 1º de setembro e 15 de dezembro, em dois lotes.

A ação norte-americana levou à escalada das fricções comerciais bilaterais, prejudicou enormemente os interesses da China, dos Estados Unidos e de outros países, e também ameaçou gravemente o sistema de comércio multilateral e os princípios do livre comércio, diz o comunicado.

A comissão continuará o trabalho de isentar certos itens de tarifas adicionais.

A imposição de tarifas adicionais pela China é uma resposta forçada ao unilateralismo e ao protecionismo comercial dos EUA.

A China reitera mais uma vez que a cooperação é a única escolha correta para o país e os EUA, e que apenas uma situação de benefício mútuo levará a um futuro melhor.

“Esperamos que a China e os EUA resolvam as diferenças de maneira aceitável para ambos os lados com base no respeito mútuo, igualdade, boa fé e consistência de palavras e ações”, aponta o comunicado.

Espera-se que os dois lados construam ativamente uma nova ordem econômica e comercial sino-americana equilibrada, inclusiva e mutuamente benéfica, salvaguardem, reformem e melhorem conjuntamente o sistema de comércio multilateral e promovam a cooperação de benefício mútuo com todos os países do mundo, acrescenta o documento.

(*) Com informações da Xinhua

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