China e Argentina respondem por quase 50% do superávit comercial brasileiro até julho

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Da Redação –  De janeiro a julho, a balança comercial brasileira acumulou um superávit de US$ 42,5 bilhões e apenas dois países, China e Argentina, foram responsáveis por quase 50% desse superávit, mais precisamente US$ 20,7 bilhões. Esses números confirmam que o país é cada vez mais dependente do saldo obtido nas relações com esses dois países, e com a China em especial.

O expressivo saldo alcançado no intercâmbio com a China foi o resultado de exportações no total de US$  30,787 bilhões (com uma alta de 33,05% comparativamente com o mesmo período de 2016) e importações no montante de US$ 14,505 bilhões (crescimento de  11,59%). Com isso, cerca de 38% do superávit brasileiro no período foi gerado pelo comércio com os chineses.

A China foi  o principal país de destino dos três principais itens da pauta exportadora brasileira: soja, minérios de ferro e petróleo. As vendas totais de soja geraram receita no valor de US$ 19,204 bilhões. Desse total, US$ 14,86 bilhões foram importados pela China, item responsável por 77% do volume total embarcado pelo Brasil para o exterior.

Por outro lado, as exportações de minérios de ferro somaram US$ 11,234 bilhões, dos quais US$ 6,17 bilhões foram embarcados para a China. Em relação ao petróleo, as exportações alcançaram o montante de US$ 10,76 bilhões, dos quais US$ 4,8 bilhões tiveram o mercado chinês como destino final.

Em relação à Argentina, o comércio bilateral proporcionou ao Brasil um saldo de US$ 4,502 bilhões, decorrentes de exportações no valor de US$ 9,814 bilhões e importações no montante de US$ 5,312 bilhões. E enquanto as exportações para a China se concentram quase essencialmente em commodities (soja, minérios de ferro e petróleo respondem por mais de 80% das vendas totais para a China), em relação à Argentina, o panorama é bem diferente.

Na verdade, nenhum outro país importa tantos produtos industrializados brasileiros como o país vizinho e 92,2% das vendas aos portenhos, de janeiro a julho, envolveram embarques de bens manufaturados, de maior valor agregado. A Argentina é, por exemplo, o maior importador de automóveis brasileiros. As vendas de veículos ao país vizinho totalizaram US$ 2,68 bilhões, correspondentes a 27% de todas as exportações brasileiras para os argentinos.

Após ficar três anos atrás dos Estados Unidos, a Argentina voltou a ser o principal destino das exportações de produtos industrializados brasileiros. No primeiro semestre, pouco mais de 20% das exportações totais do setor tiveram a Argentina como destino, enquanto os Estados Unidos responderam por 19,2% das vendas externas de manufaturados brasileiros.

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