China repudia e considera “mal intencionadas” e “mentirosas” acusações dos EUA sobre tecnologia 5G do país

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Da Redação

Brasília – A Embaixada da China divulgou ontem (11) à noite um contundente pronunciamento de seu porta-voz  considerando “mal-intencionadas” e “mentirosas” as acusações feitas pelo subsecretário de Crescimento Econômico, Energia e Meio Ambiente do Departamento de Estado dos EUA, Keith Krach, sobre a tecnologia 5G da China, durante visita ao Brasil.

Segundo o porta-voz da Embaixada, Keith Krach “espalhou mentiras políticas contra a China e empresas chinesas”  ao divulgar alegações que “desrespeitam os fatos básicos”, com o objetivo de “caluniar a China e tentar implantar distúrbios na parceria sino-brasileira”.

O comunicado foi divulgado  após Keith Krach solicitar ajuda aos países aliados dos Estados Unidos para evitar que o Partido Comunista Chinês tenha acesso a dados sigilosos desses países através da Huawei, gigante chinesa e líder mundial em tecnologia 5

Na terça-feira (10), o governo brasileiro anunciou  sua adesão ao “Clean Network” (“Rede Limpa”, em português), um programa do governo de Donald Trump que tem por objetivo convencer países a banir de suas redes de telecomunicaçoes aqueles que classificam como “fornecedores não confiáveis”, numa clara referência à Huawei.

Na visão da China, “a “Rede Limpa” pregada pelos Estados Unidos  é discriminatória, excludente e política. É de fato uma “rede  suja”, e sinônimo de abuso do pretexto da segurança nacional  por parte dos EUA para promover guerra fria tecnológica e  bullying digital. Durante muito tempo, os EUA conduziram, em  grande escala e de forma organizada e indiscriminada, atividades de vigilância e espionagem cibern é ticas contra  governos, empresas e indivíduos estrangeiros, além de líderes de  organismos internacionais. Ações que constituem graves  violações da privacidade e da segurança sde terceiros e  representam uma verdadeira ameaça à segurança dos dados das  redes globais” .

Em sua resposta ao governo americano, a China ressalta, através do comunicado, que é defensora da ciberssegurança e que propôs a Iniciativa Global sobre Segurança de Dados “e sempre busca  promover uma cooperação de governança global sobre o assunto, seguindo o princípio de consultas extensivas, contribuições  conjuntas e benefícios compartilhados. Não há nenhuma  legislação na China que exija as empresas a colaborar com a  espionagem cibernética”.

O comunicado fez uma defesa enfática da Huawei, considerada “a maior fornecedora de  equipamentos de telecomunicação no mundo e líder em 5G”,  e que tem mantido um excelente histórico de segurança e  está disposta a assinar com qualquer país um acordo de  “anti-backdoor”.

Em relação aos ataques feitos contra a China por “um pequeno número de  políticos americanos“, o comunicado os considerou “infundados e  caluniosos. Seu objetivo não é, de forma  alguma, salvaguardar a segurança nacional ou a dos dados de  outros países, mas cercear as empresas chinesas de alta  tecnologia, coagir outras nações a sacrificar seus próprios  interesses, servir ao “America First” e manter seu monopólio  tecnológico.

A nota divulgada pela Embaixada destaca que “a China e o Brasil são parceiros estratégicos globais,  sua cooperação, sempre baseada no respeito recíproco, igualdade e benefício mútuo, tem promovido  o desenvolvimento dos dois países e trazido benefícios ao bem-estar dos seus povos” e conclui reafirmando sua confiança em que “a maioria dos países”, incluindo o Brasil, vai tomar decisões objetivas de forma  independente e autônoma, e por consequência, criar regras de  mercado e ambiente de negócios com parâmetros abertos,  imparciais e não discriminatórios para empresas da China e de outras nacionalidades”.

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