China respondeu por US$ 40 bilhões do superávit comercial total brasileiro de US$ 61 bilhões em 2021

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Da Redação

Brasília –  Principal parceiro comercial do Brasil nas exportações e importações, a China respondeu, em 2021, por aproximadamente 65% do superávit comercial de US$ 61 bilhões alcançado pelo País, dos quais US$ 40,010 bilhões foram obtidos nas trocas comerciais com o gigante asiático.

Em 2021, as exportações brasileiras para a China tiveram uma alta de 29,4% comparativamente com o ano de 2020 e somaram US$ 87.751 bilhões. A China foi o destino final de 31,3%  das vendas externas totais brasileiras no ano passado. No período, as importações de produtos chineses tiveram um aumento ainda mais expressivo, de 37%, para US$ 47.651 bilhões, correspondentes a uma fatia de 21,7%  do volume total importado pelas empresas brasileiras no período.

A corrente de comércio (soma das exportações e importações) alcançou o recorde absoluto da série histórica iniciada em 1997, totalizando US$ 135.402 bilhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Ao mesmo tempo em que as exportações, importações e o fluxo de comércio registraram cifras recordes, a pauta exportadora brasileira para a China voltou a ser marcada no ano passado pela forte concentração dos embarques em apenas três produtos básicos -minério de ferro, soja e petróleo-, que em seu conjunto responderam por 80% do conjunto de bens vendidos pelo Brasil para os chineses. Com uma alta de 55,3% em relação a 2020, as vendas de minério de ferro geraram uma receita de US$ 28,8 bilhões, com uma participação de 33% no total exportado.

Líder nas exportações brasileiras para a China em 2020, a soja perdeu o posto para o minério de ferro e foi em 2021 o segundo principal produto vendido para os chineses, graças a uma alta de 30,2% que elevou as exportações ao patamar de US$ 27,2%, equivalentes a 31% das vendas para os chineses.

Na terceira posição, o petróleo em bruto gerou uma receita no montante de US$ 14,2 bilhões, alta de 25% comparativamente com o ano anterior e com uma participação de 16% nas exportações para o país asiático.

Entre os destaques na pauta exportadora para a China também se destacaram a carne bovina e celulose. A proteína animal gerou uma receita de US$ 3,9 bilhões (alta de 25%) e respondeu por 4,5% das exportações brasileiras. Por outro lado, as exportações de celulose tiveram uma queda de 30%, proporcionaram uma receita de US$ 2,8 bilhões, correspondentes a 3,2% das vendas totais aos chineses.

Pelo lado da China, as exportações permaneceram concentradas 100% em produtos industrializados, de maior valor agregado. A relação dos cinco principais produtos embarcados pela China para o Brasil se manteve praticamente inalterada em 2021, em comparação com anos anteriores.

A liderança na pauta exportadora chinesa em 2021 continuou sendo ocupada pelos equipamentos de telecomunicações (US$ 4,9 bilhões), seguidos pelas válvulas e tubos termiônicas (US$ 3,9 bilhões), demais produtos da indústria de transformação (US$ 2,33 bilhões), adubos ou fertilizantes (US$ 2,1 bilhões) e medicamentos (US$ 1,97 bilhão).

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