China segue avançando e já responde por 33,7% das exportações totais do agronegócio brasileiro

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Da Redação

Brasília – A China foi o destino final de 33,7% de todas as exportações realizadas pelo agronegócio brasileiro em 2020, gerando uma receita de US$ 33,988 bilhões.  Foi a segunda maior participação de um ano fechado em toda a série histórica, atrás apenas de 2018 (35,0%). Em 2019, a participação chinesa nas vendas externas do setor foi de 32,0%. O protagonismo da China no comércio exterior do agronegócio supera a soma dos outros 13 principais mercados para os produtos agrícolas brasileiros, os Estados Unidos entre eles.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, as exportações do setor no ano passado totalizaram US$ 100,8 bilhões, 4,1% mais que em 2019 e segunda melhor marca da série histórica, atrás apenas dos números registrados em 2018.

Entre os dez principais produtos exportados pelo agronegócio brasileiro, a China foi o destino final de sete: soja em grãos, carne bovina in natura, açúcar de cana em bruto, celulose, carne de frango in natura, algodão não cardado nem penteado e carne suína in natura.

Os dados indicam também um forte aumento das exportações de carnes para a China, com destaque especial para a carne bovina in natura. As vendas totais do produto atingiram a cifra recorde de US$ 7,5 bilhões, dos quais 54,2%, ou US$ 4 bilhões foram gerados pelas exportações para o mercado chinês.

Aumento expressivo foi registrado também nas exportações de açucar, com as vendas externas totalizando US$ 7,4 bilhões, com US$ 1,3 bilhão tendo como destino final o país  asiático.

Os números ligados às exportações do agronegócio brasileiro para os principais parceiros do pais reforçam a importância da China como, de longe, o maior importador dos produtos agropecuários brasileiros. Enquanto as exportações para os chineses somaram US$ 33,998 bilhões, os embarques para o segundo principal país de destino, os Estados Unidos, totalizaram US$ 6,961 bilhões. Bem menos expressivas foram as vendas para outros mercados importantes como os Países Baixos (US$ 4,074 bilhões), Japão (US$ 2,510 bilhões), Coreia do Sul (US$ 2,216 bilhões), Vietnã (US$ 2,179 bilhões), Espanha (US$ 2,164 bilhões), Alemanha (US$ 2,074 bilhões), Hong Kong (US$ 2,026 bilhões), Turquia (US$ 1,903 bilhão) e Tailândia (US$ 1,825 bilhão).

Na avaliação do Ministério da Agricultura, a partir deste ano, o milho é outro produto que poderá registrar forte aumento nos embarques para a China. Segundo o  Mistério, os governos brasileiro e chinês estão concluindo a atualização do certificado sanitário entre os dois países e o término das negociações deverá resultar num forte aumento das vendas do cereal para a China, que vem ampliando de forma consistente as importações do produto.

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