Cingapura proporciona ao Brasil o quinto maior saldo no comércio exterior até o mês de novembro



Última atualização: 17 de Julho de 2019 - 07:58
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Da Redação com informações da Embaixada do Brasil em Cingapura

Os números relativos ao intercâmbio comercial Brasil-Cingapura no mês de novembro de 2012 revelam surpresas altamente positivas. A maior delas talvez resida no fato de que a Ilha-Estado se posicionou como o segundo maior comprador asiático de produtos brasileiros, atrás somente da China e à frente de parceiros tradicionais, como o Japão.
O saldo positivo de US$ 756 milhões obtido pelo Brasil no intercâmbio com Cingapura no mês de novembro passado é o segundo maior – o primeiro foi com os Países Baixos – que o Brasil obteve em suas trocas com o mundo, e é maior do que aquele auferido, por exemplo, com o conjunto dos países integrantes da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) .
Por outro lado, é de se registrar que os mais de US$ 830 milhões vendidos apenas no mês de novembro a Cingapura são uma cifra superior ao total embarcado para três países do Mercosul somados, o Paraguai, o Uruguai e a Venezuela.
No mundo, somente a China, os Estados Unidos, a Argentina e os Países Baixos compraram do Brasil mais do que Cingapura, em novembro último. Assim, a participação da Ilha-Estado nas exportações globais brasileiras foi de 4,07%. Para se ter uma ideia mais precisa do que isso representa, basta ver que a África absorveu 5,41% do total exportado pelo Brasil no mês passado, e o Oriente Médio, 5,3%.

Mercados maiores em termos de população e Produto Interno Bruto (PIB), como o japonês, o coreano e o indiano, perderam, em novembro último, para Cingapura que importou quase o dobro do que a Coreia ou a Índia. A Tailândia, que normalmente disputa com a Cidade- Estado o quinto lugar entre os mercados asiáticos, adquiriu do Brasil cerca de oito vezes menos do que Cingapura, no último mês de novembro.
Um parceiro cada vez mais relevante
No acumulado de janeiro a novembro, as exportações brasileiras para Cingapura somaram US$ 2,825 bilhões, ao passo que nesse mesmo período Cingapura exportou para o Brasil mercadorias no valor de US$ 812 milhões. Assim, o intercâmbio bilateral proporcionou ao País um superávit de mais de US$ 2,013 bilhões, o maior saldo acumulado pelo Brasil com aquele país em todos os tempos e inferior apenas ao superávit brasileiro com os Países Baixos, a China, Venezuela e o Egito.
Os números do comércio bilateral de janeiro a novembro fizeram de Cingapura o décimo-oitavo maior parceiro comercial do Brasil em todo o mundo, à frente de parceiros tradicionais como a Colômbia, o Canadá, o Paraguai, o Peru, o Uruguai e Portugal.
Nos últimos anos o intercâmbio entre os dois países vem registrando aumentos expressivos. No ano de 2000, o volume global de comércio totalizou pouco mais de US$ 514 milhões e ultrapassou a casa dos US$ 2 bilhões pela primeira vez em 2006, quando as trocas somaram US$ 2,132 bilhões.
O recorde foi registrado em 2008, com vendas nos dois sentidos de mais de US$ 3,613 bilhões. Essa cifra foi ultrapassada com folga em 2012 pois entre os meses de janeiro e novembro o comércio entre Brasil e Cingapura já totalizava mais de US$ 3,637 bilhões e a expectativa é de que o ano passado o comércio bilateral tenha fechado com transações comerciais de mais de US$ 4 bilhões.
A pauta exportadora brasileira para Cingapura é bastante diversificada e o principal item é a gasolina, responsável por vendas no montante de US$ 1,213 bilhão àquele país entre janeiro e novembro do ano passado. A seguir aparecem barcos, farois, guindastes, docas e diques flutuantes no total de US$ 670 milhões, ferro nióbio com vendas no volume total de US$ 305 milhões.
As exportações de Cingapura para o Brasil são igualmente variadas. Da lista de produtos figuram, entre outros, óleo diesel (US$ 68 milhões vendidos de janeiro a novembro de 2012), circuitos integrados (U$ 65 milhões) e circuitos integados monolíticos (US$ 42 milhões).

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