CNI prepara seminário e missão comercial para o Chile, quinto maior mercado para os produtos brasileiros em todo o mundo

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Brasília – Desde janeiro desse ano, empresas brasileiras podem fazer negócios com o Chile com menos burocracia e mais rapidez e garantias, graças a um Acordo de Complementação Econômica firmado entre os dois países, que também engloba compras governamentais. Essa parceria ampliou consideravelmente as oportunidades comerciais para setores como alimentos, médico-hospitalar, farmacêutico, telecomunicação e eletrônicos. A expectativa é que as empresas brasileiras lucrem US$ 15 bilhões ao ano.

Para ajudar os empresários a entenderem o potencial desse mercado e auxiliar nos primeiros passos das negociações, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), por meio da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), promoverá a Iniciativa Chile em agosto, junto com a Apex-Brasil e o Sebrae.

O projeto é dividido em duas fases: o seminário Oportunidades de Negócios com o Chile, que acontece no dia 3 de agosto, pelas redes sociais da CNI; e a Missão Comercial Brasil-Chile, entre os dias 23 e 26 de agosto, que conduzirá empresários interessados ao país vizinho para participar de reuniões com entidades públicas e privadas, visitas técnicas e encontros de negócios com compradores chilenos.

Para saber mais ou fazer a inscrição, o empresário deve entrar em contato com a analista de Políticas e Indústria da CNI Carolina Lopes, por meio do e-mail carolina.bernardes@cni.com.br.

A seguir, separamos algumas curiosidades sobre a relação do Brasil com o Chile para lhe incentivar a negociar com nossos vizinhos da América do Sul. Confira:

 

1. Ótimo importador de produtos brasileiros

Em 2021, o Chile se tornou o quinto maior destino para produtos brasileiros. Só fica atrás da China, União Europeia, Estados Unidos e Argentina. O país tem como boa característica a diversidade da pauta exportadora – que vai de petróleo a automóveis, de carne bovina ou de frango a máquinas pesadas.

Além disso, o Chile é o segundo maior parceiro do Brasil na América do Sul. Em 2020, a corrente de comércio entre as duas economias somou US$ 6,7 bilhões.

 

2. Parceiro de todos

O Chile é o país com maior número de tratados de livre comércio assinados com áreas econômicas que representam 90% da população mundial. Desde a década de 70, o Chile vem mantendo uma política de redução de tarifas e de eliminação de barreiras comerciais. São parceiros importantes com quem o país mantém elo: Nafta, União Européia, Mercosul, China, EFTA, P4, Índia, Japão, Coréia do Sul, entre outros.

 

3. Brasil e Chile surpreendem o mercado de fragrâncias na América Latina

O mercado da beleza e dos cuidados pessoais na América Latina é um dos mais importantes na região. No caso específico das fragrâncias, em 2015, o Chile e o Brasil lideravam o consumo de perfumes, pois, enquanto no mercado brasileiro se utilizam 185,5 ml por pessoa ao ano, no chileno esse número cai somente para 166,1, de acordo com a consultoria Euromonitor International.

 

4. Maior produtor e exportador mundial de cobre

Rico em recursos naturais, a mineração consiste na principal atividade econômica desenvolvida no Chile, além de liderar o comércio internacional chileno com o envio de minerais metálicos ao exterior. Entre os principais produtos, estão cobre, ferro, molibdênio, enxofre, calcário e lítio.

 

5. Pode celebrar os novos negócios com um bom vinho

Quarto maior exportador de vinhos no mundo, o Chile está na frente de tradicionais produtores como Austrália, Estados Unidos, Portugal e Argentina, e a indústria de produção do país cresce a cada ano.

O Brasil é o segundo maior importador, somente atrás da China. Em 2017, por exemplo, entraram em solo brasileiro cerca de 51,6 milhões de litros de vinhos chilenos.

(*)  Com informações da CNI

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