Com US$ 1,2 bilhão de receita em julho, exportações para países árabes crescem pelo 3o. mês seguido

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São Paulo – As exportações brasileiras aos países árabes subiram pelo terceiro mês seguido em julho. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, as vendas à região subiram 3,9% sobre o mesmo mês do ano passado e geraram US$ 1,2 bilhão em receita para o Brasil.

As exportações subiram muito mais, 53,8% em volume, o que indica que as mercadorias foram embarcadas no mês passado com preços bem menores do que em julho de 2014. “Vendemos mais quantidade, porém a receita foi menor em função na queda dos preços”, afirma o diretor geral da Câmara Árabe, Michel Alaby. O Brasil enviou ao mundo árabe 5,2 milhões de toneladas em julho deste ano e 3,3 milhões de toneladas em julho do ano passado.

De acordo com cálculos feitos por Alaby com base nos dados do MDIC, entre os produtos comercializados aos árabes com preços menores estiveram a carne bovina e a carne de frango. A receita das vendas de carnes em geral do Brasil à região somaram US$ 393 milhões em julho, com aumento de 22% sobre igual mês de 2014. O volume enviado subiu mais, 32,4%.

Esse foi o terceiro mês seguido e o quarto mês do ano em que as exportações brasileiras aos países árabes subiram. Também houve aumentos em junho, maio e em março. Alaby acredita que o crescimento de julho seja reflexo ainda do Eid, comemoração do final do Ramadã, período sagrado do Islamismo no qual os fieis jejuam pelo dia e fazem banquetes pela noite.

Ele também acredita na influência do Hajj, que iniciou no final do Ramadã e segue por quarenta dias. Esse é um período no qual os islâmicos fazem peregrinações à cidade santa de Meca, na Arábia Saudita, e há uma demanda maior por alimentos.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, porém, as vendas brasileiras para os árabes ainda amargam queda. O recuo é de 3,3% e a receitas da exportação somam US$ 7,05 bilhões. Apesar do aumento em quatro meses deste ano, em janeiro, fevereiro e abril houve queda na exportação ao mercado árabe. Mas Alaby acredita que a desvalorização do real frente ao dólar vai favorecer as vendas e que o ano terminará com aumento de 4% a 5%.

No mês de julho, entre as mercadorias mais vendidas pelo Brasil aos árabes estiveram açúcar, carnes, minério, alumina calcinada, soja e milho em grão. Os maiores mercados foram Egito, Emirados, Arábia Saudita, Omã, Argélia e Catar. Mas destes apenas Egito, Arábia Saudita, Omã e Argélia aumentaram suas compras sobre julho do ano passado.

As importações brasileiras de produtos árabes recuaram em 23,4% em julho sobre igual mês do ano passado, para US$ 887 milhões. Parte disso é reflexo dos preços menores do petróleo, lembra o diretor geral da Câmara Árabe. Mas ele também cita outros produtos que foram importados do mundo árabe com valores menores, como óleo diesel, ureia, querosene de aviação, naftas para petroquímica e superfosfato. O Brasil comprou gás natural do mundo árabe em julho, o que não havia ocorrido em igual mês do ano passado.

Os países árabes que aumentaram suas vendas para o Brasil foram Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Tunísia, entre os dez maiores fornecedores. Caíram as exportações do Marrocos, Argélia, Iraque, Kuwait, Bahrein e Egito.

Fonte: ANBA

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