Comércio com o Mercosul é duramente afetado pela forte queda nas importações brasileira

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Da Redação

Brasília – A redução drástica nas importações brasileiras causada pela crise econômica que afeta o país e pela valorização do dólar frente ao real tem provocado uma queda expressiva no fluxo de comércio entre o Brasil e o Mercosul. De janeiro a abril, a corrente de comércio com os países-membros do Mercosul teve uma queda de aproximadamente 22% e as trocas bilaterais somaram US$ 10,361 bilhões.

Ano passado, em igual período, a soma das exportações e importações Brasil/Mercosul atingiu a cifra de US$ 12,767 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Os números do primeiro quadrimestre permitem antecipar que este ano o volume de trocas entre o Brasil e os demais sócios do Mercosul (Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Venezuela) ficarão bastante aquém da cifra movimentada por esses países em 2015 e que somaram US$ 38 bilhões. Estarão igualmente ainda mais distantes dos US$ 49 bilhões transacionados do comércio intrabloco no ano de 2014.

No mês de abril, o comércio bilateral voltou a operar no vermelho. As exportações brasileiras caíram -13,91% para US$ 1,562 bilhão enquanto os cinco países venderam ao Brasil mercadorias no total de US$ 1,140 bilhão, com uma queda de -3,84% em comparação com o mês de março.

As exportações de produtos básicos tiveram uma redução de 33,32% para US$ 694 milhões e os produtos industrializados apresentaram uma baixa de -8,59% e geraram receita da ordem de US$  5,34 bilhões. Os produtos manufaturados foram os únicos a registrar crescimento e subiram  +16,26% para US$ 183 milhões.

Mas nem só de números ruins é composta a balança comercial do Brasil com o Mercosul nos quatro primeiros meses deste ano. As vendas de automóveis, por exemplo, tiveram  forte alta, a maior delas, da ordem de 38,89% nas exportações de automóveis com motor de 1500 cilindradas, que totalizaram US$ 668 milhões, comparativamente com os quatro primeiros meses de 2015. Já os automóveis com motor de 1000 cilindradas tiveram suas vendas expandidas em 69,75% para US$ 348 milhões e outros tipos de automóveis registraram vendas no total de US$ 119 milhões, um aumento da ordem de 52,60%.

Aumentos igualmente importantes foram registrados nas exportações de  tratores rodoviários para semi-reboques (+11,01% para US$ 112 milhões),  barras de ferro/aço, laminadas quente, dentadas (+22,18% e vendas no total de US$ 67 milhões),

Entre as quedas se destacam as exportações de petróleo, terceiro principal item na pauta exportadora brasileira para o Mercosul, que desaceleraram -17,57% e geraram receita no valor de US$ 323 milhões. Também caíram as exportações de outras partes e acessórios de carroçarias para automóveis (-37,33% para US$ 50 milhões).

E se as exportações brasileiras decresceram, as vendas ao Brasil pelos demais sócios do Mercosul tiveram uma queda ainda mais forte, envolvendo todas as categorias de produtos. As exportações de produtos básicos tiveram uma redução de -27,66% e somaram US$  4,130 bilhões. A retração entre os semimanufaturados foi da ordem de -21.77%, totalizando US$ 125 milhões e as exportações de bens manufaturados registraram a queda mais acentuada de 27,96%, totalizando US$ 2,582 bilhões.

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