Comércio exterior acumula quedas nas exportações, importações, corrente de comércio e superávit



Última atualização: 4 de Setembro de 2019 - 08:12
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Da Redação

Brasília –  Em oito meses do ano, a balança comercial brasileira acumula uma série de resultados negativos com queda nas exportações e importações, com a consequente retração na corrente de comércio, e redução no superávit comercial.

No acumulado de 2019, as exportações totalizaram US$ 148,853 bilhões, com uma alta de +5,2% sobre 2018, pela média diária. Em relação às importações, que totalizaram US$ 117,094 bilhões, foi registrada uma queda de- 2,8% pela média diária.

Somadas exportações e importações, a corrente de comércio alcançou a cifra de US$ 265,947 bilhões, representando queda de -4,2% sobre o mesmo período de 2018, pela média diária, quando totalizou US$ 279,125 bilhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Com a queda nas exportações e também nas importações, o saldo comercial totalizou US$ 31,759 bilhões (queda de -12,9%, pela média diária) contra um superávit de US$ 36,665 bilhões registrado nos oito primeiros meses do ano passado.

No período, as exportações por fator agregado registraram queda entre os manufaurados (-9,5% para US$ 51,186 bilhões) e semimanufaturados (retração de  -0,9% para US$ 19,352 bilhões), enquanto aumentaram as vendas de produtos básicos (+0,7% para US$ 78,307 bilhões).

Com relação à exportação de produtos básicos, houve aumento de receita com os embarques de milho em grão (+166,3%), algodão em bruto (+127,3%), carne suína (+26,9%), café em grão (+21,1%), fumo em folhas (+18,9%), minério de ferro (+17,3%), carne bovina (+10,0%) e carne de frango (+9,6%).

No grupo dos manufaturados, ocorreram quedas principalmente em plataforma para extração de petróleo (-68,2%), veículos de carga (-41,5%), automóveis de passageiros (-34,2%), laminados planos de ferro/aço (-20,5%), aviões (-17,0%), autopeças (-15,%) e suco de laranja não congelado (-72%).

Dentro dos semimanufaturados, as maiores quedas ocorreram nos embarques de óleo de soja em bruto (-72,1%), couros e peles (-71,6%) e ferro-ligas (-61,6%).

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