Comex na Black Friday: como as empresas se preparam e quando começam a importar

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Frente à alta demanda comercial, importadoras se movimentam para atender metas e acompanhar um mercado brasileiro em franco aquecimento

Renato Figueiredo (*)

Com o final de ano se aproximando, é natural que datas específicas potencializem o mercado de comércio no Brasil e, também, no mundo. A exemplo do Natal, o período de Black Friday oferece um sequenciamento de preços exclusivos para que o consumidor encontre a oferta ideal e, para 2022, as expectativas são extremamente positivas. Segundo um estudo realizado e divulgado pelo Méliuz, esse ano, a intenção de compra superou as estimativas de 2021: cerca de 91,3% dos brasileiros pretendem comprar durante a Black Friday, configurando um crescimento de 20% quanto à mesma pesquisa desenvolvida no ano passado.

Se por um lado os consumidores estão propensos a gastar e abraçar promoções construídas para a data, sob a perspectiva de importadoras, os desafios estratégicos são numerosos, o que traz a necessidade de se olhar para soluções capazes de aprimorar todos os processos relativos à importação de produtos. E isso implica, na prática, em garantir que pontos essenciais à logística, documentação e situação tributária estejam asseguradas por políticas de conformidade, velocidade e alto desempenho.

Com todo o planejamento comercial colocado no papel, bem como a estruturação de um ambiente interno preparado para suprir o fluxo de produtos exigido para a Black Friday e proporcionar descontos que agreguem valor ao mercado, o foco passa a se direcionar para trâmites costumeiros dentro do Comércio Exterior. Ter um background especializado para identificar rotas vantajosas, sanar entraves burocráticos e agilizar a comunicação são condições que fazem diferença e possibilitam que os processos de importação acompanhem o ritmo elevado do período atual.

Importação é parte crítica de ecossistema comercial

Sem dúvidas, a abordagem comercial adotada para a comercialização de mercadorias é de suma importância para que o resultado final seja satisfatório. O que alguns deixam passar, entretanto, é que sem uma redoma operacional fortificada, especialmente para importadoras, a organização corre o risco de lidar com falhas que prejudicam a continuidade do sistema de aquisição e venda. Mais do que nunca, no cenário de Black Friday, reforçar a logística é um diferencial decisivo para o cumprimento de todas as entregas, independentemente do volume das operações.

No momento que antecede à importação, é imperativo que a companhia tenha a certeza de que as atividades serão executadas com a excelência esperada, de modo que as projeções de estoque sejam contempladas. Não há margem para erros. Afinal, como se preparar?

Hoje, a gestão de Comex encontra na inovação um ponto de partida para otimizar procedimentos e enfrentar a complexidade operacional, reunindo os requisitos necessários para ampliar a capacidade e qualidade da cadeia de informações. Somada à expertise de profissionais capacitados, a tecnologia é responsável por automatizar etapas que vão desde o pedido de compras ao recebimento de mercadorias – sempre em harmonia com aspectos fiscais intrínsecos a particularidades governamentais dos países envolvidos.

Ademais, para concluir a reflexão, o caminho para eliminar riscos operacionais passa, de forma praticamente obrigatória, pelo uso de ferramentas de automação. Com o contexto de Black Friday cada vez mais próximo, a hora para se construir um novo patamar de Comércio Exterior bate na porta de importadoras brasileiras. Sem dúvidas, os ganhos falam por si só e apontam para um futuro de grandes oportunidades estratégicas.

(*) Renato Figueiredo é Diretor Comercial na eCOMEX NSI.

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