Contato entre presidentes Fernandez e Xi Jinping marca avanço na adesão da Argentina à Nova Rota da Seda

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Da Redação

Brasília –  Um telefonema entre os presidentes Alberto Fernández e Xi Jinping permitiu avanços importantes rumo à participação da Argentina no megaprojeto Nova Rota da Seda, lançado  em 2013 pelo presidente chinês . Apresentada pelo presidente chinês Xi Jinping,  há sete anos, trata-se de um imenso projeto de parcerias oferecido pela China com o objetivo de construir a maior rede de infraestrutura para o transporte de mercadorias e pessoas do planeta, além de aprimorar a economia digital.

Comporta obras como estradas e ferrovias atravessando toda a Ásia e chegando à Europa Ocidental, aeroportos, portos apoiando redes marítimas, oleodutos, dentre outros. Na definição oficial, ela envolve a coordenação de políticas, conectividade das infraestruturas, fluxo livre de comércio, integração financeira e entendimentos entre os povos.

No telefonema do dia 29 de setembro, os dois presidentes falaram sobre adesão da Argentina à iniciativa chinesa e trataram também de uma visita futura do presidente Fernández a Pequim, que deverá ocorrer assim que o mundo passe a contar efetivamente com vacinas contra o novo coronavírus

De acordo com jornal “Clarin”, durante a conversa, o presidente argentino agradeceu a Xi Jinping a possessividade de contar com o “swap” de moedas utilizado pelo Banco Central argentino para melhorar a disponibilidade de reservas do país em moedas fortes. Segundo o jornal, Fernández afirmou a Xi Jinping que “o apoio financeiro da China é muito importante para o desenvolvimento de projetos produtivos em nosso país”.

Desde o início da pandemia de Covid-19,  e com a forte queda no intercâmbio  comercial com o Brasil, a China se tornou o principal parceiro comercial da Argentina, com uma participação de 11,3% nas exportações  e 21,9% nas importações argentinas.

Essa tendência, iniciada em abril, se consolidou nos quatro meses seguintes, segundo dados da Câmara dos Exportadores da Argentina. Esses números não coincidem com os dados divulgados pelo INDEC, o órgão equivalente ao IBGE da Argentina, segundo os quais em setembro o Brasil voltou a superar a China como maior parceiro comercial da Argentina.

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