Curitiba poderá apresentar três opções de estádio para continuar na Copa

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Fonte: Portal Copa 2014

Já se passaram cinco dias do novo prazo concedido pelo Comitê Local da Copa de 2014 (COL/Fifa) para que o Paraná apresente uma solução viável de arena para sediar os jogos da Copa de 2014. De olho no dia 14 de julho, dead-line para a nova proposta, as autoridades paranaenses trabalham com três possíbilidades, explicou Wilson Portes, secretário estadual do Comitê Executivo da Copa.

O plano A depende da diretoria do Clube Atlético Paranaense. A novidade é a mobilização de um grupo de associados do Atlético para que o clube volte a discutir alternativas de viabilização da Arena da Baixada. “Vamos iniciar uma série de reuniões com esse grupo, a prefeitura de Curitiba, o governo estado e a Federação Paranaense de Futebol para encontrar uma solução de consenso”, explicou Portes.

Uma das iniciativas envolve um abaixo-assinado para apoiar o projeto de lei do deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) que tramita na Assembleia Legislativa do Paraná e que permitiria à estatal Copel assinar um contrato de direito sobre o nome (naming rights) para patrocinar R$ 40 milhões da reforma da Arena. A proposta, porém, é ignorada pelo gestor municipal da Copa: “Eu desconheço o projeto de naming rights envolvendo a Copel”, disse Luiz de Carvalho.

Outra alternativa, defendida pelo governo municipal, envolve a mudança da lei de Potencial Construtivo. O Atlético recusou a proposta, mas a prefeitura tentará convencer o clube que esta é a melhor opção para reformar a Arena. A reforma da Arena da Baixada para a Copa está orçada em R$ 100 milhões. O Atlético afirma que só pode bancar 30% desse valor sem comprometer as finanças do clube.

Um plano B, citado por Wilson Portes, envolve a área do estádio do Paraná Clube, tomada pelo governo federal como pagamento de dívidas. “A área pertence à União e estamos trabalhando para que o terreno seja cedido por 30 ou 40 anos ao estado e ali se construa uma nova arena, com financiamento do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]. Não existe um projeto executivo, apenas estudos preliminares e alguns esboços, mas temos que discutir a viabilidade do prazo com os engenheiros. Temos três anos inteiros e eu acredito que esse tempo é suficiente”, disse Portes.

O secretário citou ainda um possível plano C, na área do estádio do Pinheirão, que pertence ao governo do estado e que já tem alguns equipamentos esportivos. “Ali podemos fazer uma arena multiuso, ao lado do ginásio de esportes Almir Almeida”, explicou Wilson Portes. Em sua visão todas as ações podem ser justificadas pelos ganhos econômicos e sociais que a cidade de Curitiba e o Paraná teriam com a Copa de 2014.

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