De olho na Ásia e nas ameaças de Trump, Mercosul e Aliança do Pacífico reforçam cooperação

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Da Redação

Brasília –  O Mercosul e a Aliança do Pacífico realizarão, no próximo dia 12 de dezembro, em Bogotá, o primeiro encontro em nível técnico aduaneiro entre os dois blocos em busca de uma maior aproximação e da sincronização dos mecanismos de integração das duas instituições.

A aproximação com o Mercosul faz parte da estratégia que começa a ser colocada em prática pela  Aliança do Pacífico ante a ameaça feita pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, de promover a retirada dos Estados Unidos da Parceria Transpacífica, da qual fazem parte três países-membros da Aliança do Pacífico, México, Chile e Peru.

Segundo Pablo Urria, diretor d Assuntos Bilaterais da Direção de Comércio Exterior (Direcon), do Chile, “seguimos com a convicção de que uma maior aproximação entre esses dois mecanismos de integração –Aliança do Pacífico e Mercosul- ajudará na projeção conjunta dos países do Pacífico e do Altântico em relação à região asiática”.

O Brasil tem especial interesse em estreitar relações com a Aliança do Pacífico, um bloco com o qual o país tem fortes laços de comércio, investimentos e cooperação. Ano passado, o intercâmbio comercial com os quatro integrantes da Aliança totalizou US$ 17,050 bilhões, com exportações brasileiras no total de US$ 9,931 bilhões e importações no montante de US$ 7,119 bilhões.

De janeiro a outubro, o Brasil exportou mercadorias no total de US$ 9,932 bilhões e importou bens no montante de US$ 7,119 bilhões. No período, as exportações brasileiras tiveram um aumento de 3,51%, comparativamente com igual período de 2015 e os embarques realizados pelos países da Aliança do Pacífico em direção ao Brasil teveram uma forte retração de 19,16%.

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