Décima economia do planeta, Brasil tem performance de país pigmeu no comércio internacional

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Da Redação

Brasília – Apesar de figurar no seleto clube das dez maiores economias do planeta, o Brasil ocupa papel de player inexpressivo quando se trata do comércio internacional, setor em que a importância da economia brasileira não à inexpressiva participação do país no fluxo de comércio mundial.

No tocante às exportações, o Brasil ocupou, em 2019, a vigésima-sétima posição entre os maiores players do comércio exterior, com embarques no total de US$ 223 bilhões, correspondentes a apenas 1,2% das vendas externas globais no período, com uma queda de 7% comparativamente com o ano de 2018.  Os dados são da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Nesse ranking de 30 países, o Brasil ficou atrás de países como  Singapura (US$ 391 bilhões), Federação Russa (US$ 419 bilhões), Bélgica (US$ 445 bilhões), Canadá (US$ 447 bilhões), México (US$ 461 bilhões), Reino Unido (US$ 469 bilhões), Itália (US$ 533 bilhões) e Hong Kong (US$ 535 bilhões). Na relação, o Brasil apareceu à frente apenas da República Tcheca (US$ 199 bilhões), Turquia (US$  181 bilhões) e Áustria (US$ 179 bilhões).

No ano passado, as exportações globais totalizaram US$ 18,886 trilhões e os 30 maiores exportadores responderam por 85,3% do total embarcado para terceiros países., com uma receita no valor de US$ 15,775 trilhões.

E se a presença brasileira no comércio internacional  via exportações ficou circunscrita a um vigésimo-sétimo lugar, na relação dos maiores importadores a situação foi ainda um pouco pior e o Brasil ocupou no ano passado  a vigésima-oitava posição na relação dos maiores importadores do planeta, com um total de US$ 184 bilhões, correspondentes a uma fatia de apenas 1,0% das importações mundiais.

À frente do Brasil no ranking da OMC apareceram a Áustria (US$ 185 bilhões), Malásia (US$ 205 bilhões), Turquia (US$ 210 bilhões), Austrália (US$ 237 bilhões), Vietnã  e Federação  Russa (US$ 254 bilhões),  Emirados Árabes Unidos e Polônia (US$ 262 bilhões), Suíça (US$ 272 bilhões), Taipé (US$ 287 bilhões), Singapura (US$ 359 bilhões) e Espanha (US$ 372 bilhões), entre outros. Importaram menos que o Brasil, nesse ranking dos 30 maiores importadores mundiais, apenas a República Tcheca (US$ 178 bilhões) e Indonésia (US$ 171 bilhões).

Em 2019, as importações mundiais totalizaram US$ 19,226 trilhões e os trinta maiores importadores foram responsáveis por 81,7% das compras internacionais, no total de US$ 16,046 trilhões.

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