Deputados do Espírito Santo denunciam manobra para transferir estaleiro para o estado do Rio

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Brasília – Deputados da bancada do Espírito Santo vão formalizar nos próximos dias um protesto formal junto ao governo condenando uma operação que contaria com o patrocínio dos ministros  Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Guido Mantega (Fazenda), contra o que consideram pressão do governo federal para retirar o Estaleiro Jurong Aracruz do estado e levá-lo para Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Os deputados Lelo Coimbra (PMDB –ES) e César Colnago (PSDB-ES) ocuparam a tribuna da Câmara na última quinta-feira para denunciar que o embaixador brasileiro em Cingapura, Luís Fernando Serra, teria agido em nome do governo brasileiro e abordado a direção do Estaleiro Jurong numa tentativa de convencer a empresa a transferir-se do município de Aracruz (litoral norte do Espírito Santo), para Campo dos Goytacazes, apesar de já terem sido  realizados 15% dos investimentos previstos no projeto sediado no município capixaba.

Com a mudança, informam os deputados, o estaleiro teria sua nova sede próxima de projetos que vêm sendo implementados pelo empresário Eike Batista e passaria a atender aos seus interesses.

 Segundo o  deputado Cesar Colnago (PSDB-ES) afirmou que Eike Batista fez articulações com os ministros Guido Mantega e Fernando Pimentel para se beneficiar com a mudança do estaleiro.

“O ministro Pimentel e o embaixador atuaram junto à empresa, lá em Cingapura, para sair do Espírito Santo, beneficiando aquele que, com certeza, colocou dinheiro na campanha da presidente Dilma Rousseff: Eike Batista”, afirmou Colnago.

O parlamentar capixaba disse que o empreendimento da Jurong Aracruz vai gerar 6 mil empregos no Espírito Santo, e é um epreendimento importante para a economia do estado.

Lelo Coimbra disse que os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão, e da Fazenda negaram a atuação do governo federal na questão do estaleiro em encontro realizado semana passada  com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). O deputado do PMDB do Espírito Santo declarou que também recebeu a negativa do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

De acordo com Lelo Coimbra,  “Uma coisa nos chama a atenção: um embaixador é um servidor público aplicado. Um embaixador não é um servidor público qualquer. Ele representa a nata do serviço público federal nas relações internacionais. Ele jamais entraria numa roubada dessa se não tivesse um sinal verde”, julgou, lembrando que o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), por meio da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, fará um questionamento formal ao Ministério das Relações Exteriores sobre a posição do embaixador do Brasil em Cingapura nesse caso.

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