Desafios e estratégias para o comex em 2023

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Entenda quais são os desafios para os players de comércio exterior para o próximo ano e como a tecnologia pode apoiar nesses gargalos

Alexandre Gera (*)

Para os profissionais de comex que acompanham de perto as mudanças rápidas que ocorrem no mundo, já é possível perceber que as tendências para o segmento em 2023 são de muitos desafios. Não tanto quanto foram no período mais grave da pandemia de covid-19, mas as previsões para o próximo ano também podem alterar a rota de muitas empresas e negócios, já que o comércio exterior é praticamente um sinônimo da globalização.

Para se ter uma ideia, segundo projeção da OMC (Organização Mundial do Comércio), publicada em outubro deste ano, o comércio global deverá crescer aproximadamente 1% em 2023, reforçando a desaceleração que já começa a ser percebida ainda em 2022, principalmente por conta dos conflitos sócio-políticos que ocorrem ao redor do globo, do aumento da inflação no contexto mundial e os contínuos surtos de covid-19 na China.

A OMC fez, ainda, alertas importantes que reforçam que o aumento dos preços da energia como resultado da guerra na Ucrânia provocará uma compressão dos gastos das famílias e um aumento dos custos no setor manufatureiro. Em nota, a organização aponta que “a China continua enfrentando surtos de covid-19 e interrupções na produção por causa da fraca demanda externa”.

Crise comercial entre China x EUA

Outros fatores que corroboram os desafios de 2023 são a tensão comercial entre a China e os EUA, que teve um novo capítulo recentemente com novas regras de exportação para impedir que a China comprasse determinados chips semicondutores fabricados em quaisquer partes do mundo com ferramentas dos EUA.

Vale reforçar que os desafios vão bem além dos pontos citados, uma vez que existem sinais de desastres climáticos e naturais, recessões despontando em vários países e a política internacional que, historicamente, na maior parte dos países, os interesses nacionais ganham das necessidades internacionais, criando um cenário de desafios que nunca foi experimentado por empresas e profissionais.

Como definir as melhores estratégias para o comex brasileiro?

Para lidar com esse cenário complexo e de incertezas, as estratégias de importadores e exportadores precisam ser alteradas rapidamente, de forma exata para acompanhar às mudanças rápidas que ocorrem no mundo. E nesse tabuleiro, as empresas especializadas em criar e desenvolver tecnologias para os processos de comércio exterior se tornaram indispensáveis.

Novos players com executivos experientes estão implementando soluções de forma mais rápida, com investimentos que acompanham a escalabilidade de cada empresa e integram todos os processos de comex e a cadeia de supply chain, criando cenários exclusivos para a operação e gestão dos negócios globais.

Para se ter uma ideia do alto nível de inovação que vem sendo aplicada no segmento de comex-tech, algumas soluções podem ser 100% customizáveis. Nesse sentido, são implementadas sem as famosas (e custosas) customizações, permitindo que as funcionalidades e integrações possam se encaixar, criando combinações quase que infinitas e que podem ser montadas e conectadas de várias maneiras para a gestão de todas as nuances de cada cliente. Deste modo, qualquer funcionalidade parametrizada pode ser desmontada ou reparametrizada para atender novas necessidades do negócio.

Para finalizar, reforço que grandes empresas, antenadas à uma inovação real para o segmento de comex-tech, já estão se beneficiando dessas novas tecnologias. Já é possível encontrar no mercado importadores, exportadores e outros players do segmento que saíram na frente e trabalham de forma conectada, integrada, visual. Os resultados desse investimento em tecnologias para o comércio exterior são sentidos no dia a dia da operação, com a redução de custos, riscos e tempo, que são preciosos na movimentação global de mercadorias diante de tantos desafios.

(*) Alexandre Gera é founder e CEO da DigiComex. O executivo conta com mais de 25 anos de experiência no segmento de softwares de comex, incluindo passagens pela Vastera (ex Bergen), Softway (atual Thomson Reuters) e Sonda IT com o aplicativo SAP-CE.

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