Descartado o Morumbi, Pirituba surge como alternativa para a sede da Copa em São Paulo

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Fonte: Portal Copa 2014

São Paulo – Com o Morumbi excluído da Copa de 2014 pelo Comitê Organizador Local (COL), começa a ganhar corpo a ideia de construir uma nova arena em São Paulo, no bairro de Pirituba (zona noroeste), para a abertura do Mundial. Governo e prefeitura negam a possibilidade, principalmente pelos custos. Nos bastidores, no entanto, Pirituba já é considerada a única opção da capital paulista para a estreia da Copa – alternativa que pode ser barrada por prazos apertados e pela deficiência de infraestrutura da região.

A arena em projeto teria entre 45 mil e 50 mil lugares – inferior ao mínimo de 65 mil exigidos pela Fifa para a abertura. A construção custaria entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão e seria bancada por governo do estado e iniciativa privada.

No entanto, mesmo com os recursos garantidos, o prazo para viabilizar projetos e licenças pode barrar o empreendimento. “Apenas o licenciamento ambiental [da Arena Pirituba] pode levar entre seis meses e dois anos. O projeto básico e a licitação, sem impugnações, outros 16 meses. A construção não fica pronta em menos de dois ou três anos”, estima Jorge Hori, consultor de infraestrutura e negócios.

A nova arena é parte de um complexo que engloba centro de convenções, exposições e hotelaria. Com 4,9 milhões de m2, o terreno do empreendimento foi declarado área de utilidade pública pela prefeitura, que lá pretende construir as instalações da Exposição Mundial de 2020 caso São Paulo seja escolhida para abrigá-la.

Falta infraestrutura

Para sair do papel, a Arena Pirituba depende da conclusão do plano diretor do empreendimento – estudos e projetos que ficariam prontos, no mínimo, no final deste ano, segundo José Roberto Bernasconi, presidente da regional paulista do Sinaenco – Sindicato da Arquitetura e da Engenharia. “Pirituba hoje é nada. Não dá pra saber se é possível ou impossível [construir a Arena]. É uma questão de tempo e de custo”, diz.

Apesar da indefinição, Bernasconi acredita que, com uma articulação dos setores envolvidos, a arena pode ser erguida em tempo para a Copa de 2014. “Com um projeto na mão, você faz um estádio desses em 30 meses. Se houver uma mobilização dos poderes públicos para levar toda essa infraestrutura, é possível fazer”, afirma.

Um entrave ao plano B paulista é justamente a infraestrutura da região. Em um prazo inferior a quatro anos, Pirituba teria que receber investimentos em redes de água e esgoto, sistemas de informação, energia e transporte de massa. “É uma ilusão pensar que você possa fazer um estádio em Pirituba sem as obras de mobilidade e infraestrutura. Quem está dizendo essas coisas não entende a situação da cidade”, diz Hori.

Para o consultor, o COL acabará adotando o estádio do São Paulo FC para a Copa por falta de opções. “A alternativa [a Pirituba] é o próprio Morumbi. O estádio não serve para a abertura, mas serve para as oitavas e até as quartas, como a Fifa tinha colocado anteriormente. No Morumbi terá o metrô Vila Sônia, o monotrilho, obras que garantem a mobilidade no entorno”, diz.

Maracanã ou Mineirão

Como opção para o estádio de abertura sobraria apenas o Maracanã, segundo Hori. “Belo Horizonte tem problemas de hotelaria e, ao contrário de Brasília, não tem projeção de crescimento da demanda. A capital ainda está pendente de viabilizar o processo de financiamento do estádio”, diz.

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